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Preço do boi: entenda as cotações e o histórico recente

A demanda aquecida e os altos custos ao produtor fizeram o preço do boi atingir recordes históricos recentemente

3 minutos de leitura

08/06/2022 | 15:00

Em 24 de março de 2022, o preço do boi alcançou o recorde nominal da série histórica iniciada em 1994: R$ 352 por arroba do boi gordo, segundo o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq) ligado à Universidade de São Paulo (USP). A média geral do mês ficou em R$ 344,71. Em abril, as cotações arrefeceram, ficando em R$ 335.

Ainda assim, é possível observar um movimento expressivo de alta nos últimos 6 meses: em outubro de 2021, o boi gordo era cotado a R$ 270, em média. Voltando um pouco mais no tempo, a alta é ainda mais impressionante, já que há dois anos, a arroba do boi era negociada por volta de R$ 200, segundo os indicadores do boi gordo (Cepea/B3).

O preço do boi gordo aumentou muito nos últimos dois anos, atingindo recordes. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O mercado aquecido impulsiona o preço do boi

A demanda cada vez mais aquecida (especialmente no mercado externo), a reduzida oferta de animais prontos para o abate e os custos acima do ideal ao produtor são alguns dos fatores que ajudam a compreender os recordes no preço do boi gordo.

Segundo números da Secretaria de Comércio Exterior do Governo Federal (Secex), o Brasil exportou 469 mil toneladas de carne bovina no primeiro trimestre de 2022. Isso significa 36,6% mais que o mesmo período de 2021 e 32% mais que o recorde anterior, do primeiro trimestre de 2020 — até então, o melhor da história para a pecuária de corte brasileira.

Os custos para o produtor cresceram em um ritmo ainda mais acelerado. Os principais grãos usados para alimentar o gado (milho e soja) praticamente dobraram de preço nos últimos dois anos, segundo os registros do Cepea-Esalq. Desse modo, pode-se dizer que as cotações do boi gordo apenas refletiram esse aumento.

Entendendo os diferentes preços dos bois

Os índices mais citados são os do boi gordo, referente à arroba da carcaça bovina (carne e ossos, sem miúdos), sendo que cada arroba equivale a 15 quilos no Brasil. A carcaça corresponde, em média, a 50% do peso do animal vivo pronto para o abate.

Sendo assim, um boi de 500 quilos a 600 quilos (média do mercado brasileiro) pode render carcaças de 15 arrobas a 20 arrobas, com valor de R$ 5 mil a R$ 7 mil, de acordo com as cotações médias de abril de 2022 (R$ 335 por arroba).

Além da cotação do boi gordo, o mercado tem outros indicadores para precificar animais vivos. A cabeça do boi magro (antes da engorda e do abate) está valendo R$ 4 mil, em média. Os bezerros (12 meses) são mais “baratos”, com cotações na casa dos R$ 3 mil. Em todos os casos, fêmeas têm preços mais baixos por renderem menos carne. Já os bons bois reprodutores, essenciais para qualquer criação, podem ter preços muito maiores; dependendo da origem, valem de R$ 20 mil a R$ 40 mil.

O preço do boi magro e do bezerro é calculado por cabeça. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

As raças mais valorizadas no mercado brasileiro

As cotações geralmente usadas no mercado não fazem distinção de raça do boi, mas a raça mais popular no Brasil — e que, portanto, mais influencia o mercado — é a nelore, que tem origem indiana, pelo claro e uma grande corcova (de onde sai o corte do cupim); na pecuária, destacam-se pela rusticidade.

Além do “boi zebu”, a Associação Brasileira de Criadores lista 15 raças com presença na pecuária nacional, como angus, hereford, brahman e limousin, que podem ser mais valorizados em frigoríficos e açougues por características específicas das carnes, mas têm presença menor no cenário geral em comparação com o nelore/zebu. Também vale observar que a criação de outras raças pode apresentar custos mais altos, já que o nelore/zebu costuma se adaptar melhor aos pastos brasileiros.

Fonte: Scot Consultoria, Cepea (Esalq/Universidade de São Paulo).

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