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Picão-preto: propriedades e como evitá-lo nas plantações

O picão-preto pode ser considerado uma erva daninha, que ameaça o agronegócio, ou uma erva medicinal, além de servir como alimento em certas partes do mundo

4 minutos de leitura

19/07/2023

Conhecido popularmente pelas suas propriedades medicinais, o picão-preto pode causar alguns problemas para os produtores rurais. Conheça mais sobre a planta, seus benefícios e como fazer o manejo eficiente quando o picão-preto se torna uma praga.

O que é o picão-preto?

Picão-preto é o nome popular da Bidens pilosa, uma espécie vegetal da família das Asteraceae. A planta é originária da América, mas já foi difundida por todo o mundo, e se desenvolve principalmente em regiões quentes da América do Sul. A planta tem um caule ereto e quadrangular, folhas verdes e repletas de membranas e frutos pequenos de cerca de 1 centímetro, cheio de arestas.

Essas arestas funcionam como espinhos e grudam na roupa ou no corpo de quem passa por perto da planta, por isso ficou popularmente conhecida como picão-preto, pico-pico, erva-picão, entre outras. A planta mede entre 40 centímetros e 180 centímetros e se espalha com muita facilidade, podendo se desenvolver 3 vezes ao ano. Cada planta pode produzir até 3 mil sementes, e ela também pode ficar dormente no solo antes de se desenvolver, dificultando o manejo e o controle.

Problema do picão-preto para os agricultores

O picão-preto é uma erva que se desenvolve facilmente graças a sua alta capacidade de absorção de água e de nutrientes do solo, e por isso acaba sendo um problema para os produtores rurais. A erva entra em uma competição com as plantas da lavoura, dificultando o crescimento de cultivos como o café, a soja, o milho e o algodão. Além disso, o formato do caule dificulta sua retirada e manejo, e seus espinhos diminuem a qualidade dos grãos das culturas.

Floração da Biden pilosa. (Fonte: Pixabay/Reprodução)

Manejo do picão-preto

O controle do picão-preto pode ser feito via métodos manuais, mecânicos ou químicos. O manejo é comumente feito por roçada ou capina na cultura, e é importante realizar essas atividades antes da produção de sementes da erva. O uso da trincha agrícola é mais efetivo do que o uso da roçadeira, já que não só poda a planta, mas também a mata.

Herbicidas também podem ser utilizados, mas é importante conhecer o histórico de resistência da área para evitar a criação de plantas mais resistentes. Já existem registros de picão-preto resistentes ao glifosato, por exemplo. Outras dicas importantes são realizar as aplicações em plantas pequenas na pós-emergência e fazer o controle entressafras.

O picão-preto é indiferente à luz para germinar e as sementes podem emergir de profundidades superiores a 10 centímetros. Além disso, elas têm grande longevidade, podendo germinar em até 5 anos, por isso o acúmulo de palhada na área de cultivo não é suficiente para controlar a disseminação. Também é importante realizar a rotação de culturas, já que a incidência é maior em áreas de monocultura (principalmente de soja), além da rotação no uso de herbicidas.

A planta se alastra rapidamente e compete por nutrientes e espaço. (Fonte: Pixabay/Reprodução)

Propriedades medicinais e alimentícias do picão-preto

Apesar de ser vista como uma erva daninha por muitos produtores, o picão-preto também tem uma boa fama em outras situações. A planta é utilizada como alimento e como erva medicinal em várias partes do mundo.

Embora suas propriedades medicinais sejam bastante conhecidas e difundidas popularmente, é fundamental consultar um médico antes de recorrer às dicas a seguir. Os fitoterápicos podem reagir com determinados medicamentos e não são indicados para qualquer paciente.

De modo geral, chás e compressas de picão-preto são utilizados no combate de doenças como:

  • úlcera e hemorroidas;
  • inflamações como artrite, artrose e dores de garganta;
  • alívio de doenças gastrointestinais (diminui o volume de suco gástrico e sua secreção);
  • alívio nos sintomas de alergia;
  • pode ajudar a prevenir diabete e hipertensão;
  • auxilia no tratamento de herpes e malária;
  • devido às propriedades antioxidantes, também pode ser usado para ajudar na prevenção de câncer;
  • auxilia no combate a infecções urinárias, pois tem propriedades antibacterianas.

É contraindicado o uso de fitoterápicos à base de picão-preto para gestantes, lactentes e crianças pequenas.

Normalmente, a planta é ministrada em forma de chá; para prepará-lo, basta ferver meia xícara de partes da planta seca em meio litro de água por 10 minutos a 15 minutos e, depois de filtrada, pode-se consumir a bebida de 4 vezes a 6 vezes ao dia. A mesma mistura pode ser usada para fazer compressas para alívio de dores musculares e situações de reumatismo, basta mergulhar a compressa ou gaze no líquido morno e aplicá-lo na região dolorida.

As folhas do picão-preto são altamente nutritivas, contendo boa parte das proteínas da planta. Em algumas regiões do mundo, como no leste da África e no Vietnã, essas folhas fazem parte da alimentação cotidiana, sendo consumidas tanto cruas como em cozidos.

Fonte: Tua Saúde, Cafepoint, Embrapa

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