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Entenda as diferenças entre os fenômenos El Niño e La Niña

Esses fenômenos impactam diretamente o clima e a incidência de chuvas, afetando as produções agrícolas no País

4 minutos de leitura

23/06/2023 | 16:41

Mal os produtores rurais pararam de se preocupar com o La Niña, que afetou diversas culturas no Brasil nos últimos anos, e já há notícias sobre a chegada do El Niño. Os dois acontecimentos são relacionados e decorrentes do fenômeno atmosférico oceânico El Niño-Oscilação Sul (ENOS). Mas quais são suas diferenças e como eles afetam o agronegócio brasileiro?

Situações opostas do mesmo fenômeno

El Niño e La Niña são fenômenos decorrentes da interação entre a temperatura oceânica e a circulação de ar na atmosfera. São acontecimentos naturais e já são mapeados há quase um século, porém, os efeitos do aquecimento global podem fazer que eles aconteçam com mais frequência, que durem mais tempo e que ocorram com maior intensidade.

Os fenômenos ocorrem devido à mudança da intensidade dos ventos na região equatorial do Oceano Pacífico, chamados de alísios, e devido à mudança da temperatura da água. Quando estão em ação, eles causam mudanças nos regimes de chuvas e temperaturas em diversas partes do globo. Assim, podem provocar secas ou enchentes e prejudicar o plantio e a colheita em várias regiões.

Ainda não há consenso sobre as causas exatas dos fenômenos, e estudos indicam que até a radiação solar pode afetar a frequência dos acontecimentos.

O que é e quais são os efeitos do El Niño?

Imagem de satélite mostrando maior temperatura do Oceano Pacífico. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Nos períodos de ocorrência do El Niño, os ventos de superfície na região equatorial perdem força, o que faz que o Oceano Pacífico tenha um aumento da temperatura média. A água quente evapora mais rápido, formando mais nuvens de chuva. Outro efeito é a diminuição da ressurgência de águas profundas, o que diminui os nutrientes presentes na água e afeta a população de peixes.

Um maior grau de evaporação da água não significa que choverá mais em todos os lugares. Como os ventos perdem força e, em alguns casos, até invertem de direção, há uma mudança nos padrões de precipitação no planeta. Durante o El Niño há maior incidência de secas na Austrália e chuvas acima do normal na costa oeste da América do Sul.

No Brasil, o El Niño causa chuvas intensas ou acima da média histórica no Sul e Sudeste, e secas no Norte e Nordeste.

O que é e quais são os efeitos do La Niña?

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O La Niña é o fenômeno oposto do El Niño. Durante seu período de ocorrência, os ventos alísios ganham força, aumentando a ressurgência de águas profundas do Oceano Pacífico, que trazem mais nutrientes e aumentam a população de peixes, melhorando a produtividade da pesca local.

A mudança dos ventos faz que a água quente se acumule no Oceano Pacífico Equatorial Oeste, enquanto águas mais frias se acumulam no Pacífico Leste, próximo ao Peru e Equador. Os efeitos do La Niña são opostos ao do El Niño, as chuvas se tornam mais intensas na Austrália e na Colômbia, podendo ocorrer enchentes. 

No Brasil, o La Niña, causa precipitações acima da média histórica no Norte e Nordeste e secas no Sul e Sudeste. Nas últimas safras, produtores do Sul do País sofreram com a estiagem, que afetou algumas das culturas mais importantes nos Estados. O excesso de chuvas no Norte e Nordeste também é prejudicial, já que o volume pode se concentrar em poucos dias, afetando a época de plantio e dificultando a entrada e manuseio de máquinas durante a colheita.

Efeitos humanos que agravam os fenômenos

O El Niño e o La Niña são fenômenos naturais, porém, alguns efeitos da ação humana e do aquecimento global podem afetar a intensidade deles. Com a poluição, ocorre o aumento do efeito estufa, o que causa o derretimento de calotas polares, por exemplo. A água doce do gelo não se mistura automaticamente com a água salgada dos oceanos, e a temperatura também causa alterações nos ciclos oceânicos.

A derrubada de florestas e queimadas também podem afetar os fenômenos, já que geram a chamada desertificação. O ar quente proveniente dessas áreas passa a afetar o ciclo normal de deslocamento do ar causado pela pressão atmosférica. Tanto o El Niño como o La Niña têm duração média entre 2 anos e 7 anos, com efeitos mais intensos no começo e perdendo a força no final. Nos últimos anos, os fenômenos têm ocorrido com maior frequência e intensidade (mais chuvas ou secas), e duram por mais tempo.

Lutar contra o aquecimento global por meio de um agronegócio mais sustentável é fundamental para a própria manutenção da agricultura na Terra.

Fontes: Um Só Planeta, Ecycle, Inpe, NOAA, Climate.gov

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