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Doença de Haff: causas, sintomas e tratamento

Saiba mais da síndrome popularmente chamada de doença da urina preta, causada pela ingestão de peixes e crustáceos contaminados

3 minutos de leitura

13/02/2023

A doença de Haff é um problema de saúde que causa dor muscular intensa e pode afetar os rins e o sistema urinário. Ainda envolta em mistérios, a doença voltou a chamar a atenção em 2021, quando vários Estados das Regiões Norte e Nordeste registraram casos.

A síndrome de Haff é uma doença caracterizada por causar rabdomiólise, que é a destruição de fibras musculares, responsável por causar dor intensa e liberar substâncias na corrente sanguínea que podem afetar os rins e o sistema urinário. Em alguns casos, a urina passa ter uma coloração marrom-avermelhada e até preta, sintoma que deu o nome popular da síndrome: doença da urina preta.

Quando a rabdomiólise ocorre, em decorrência da ingestão de peixes ou crustáceos, fica caracterizada a doença de Haff. As causas ainda não são completamente conhecidas, porém, pela observação de diversos casos ao longo da história, atribui-se a possíveis toxinas que podem estar presentes em peixes. Essas substâncias são termoestáveis, ou seja, não são destruídas com a fritura ou o cozimento.

A doença de Haff é extremamente rara; alguns pacientes se recuperam bem, porém outros têm complicações que podem levar a sequelas e até à morte.

Urina de pessoa com rabdomiólise. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Sintomas da doença de Haff

Pacientes que tiveram a doença de Haff relatam alguns sintomas entre 2 horas e 24 horas após o consumo de peixes ou crustáceos:

  • dor intensa em diferentes músculos (mialgia);
  • rigidez muscular;
  • sensação de dormência;
  • vômito e náusea;
  • perda repentina de força
  • escurecimento da urina, que pode ficar marrom e até preta (mioglobinúria).

Diagnóstico da doença de Haff

Por a toxina que causa a doença não ser conhecida, não existe um exame específico que confirme o diagnóstico. Normalmente, é feito com base nos sintomas e no histórico do paciente, já que o hemograma costuma não apresentar alterações. Um exame possível é o que mede as enzimas musculares, pois creatinofosfoquinase (CPK), creatina e quinase ficam muito elevadas em casos de doença de Haff.

Tratamento para a doença de Haff

Não existe um tratamento para a síndrome de Haff; a doença é autolimitada, e a maioria dos pacientes se recupera bem. Apesar disso, é importante procurar auxílio médico para que não haja complicações. Os pacientes precisam se manter muito hidratados para eliminar as toxinas o quanto antes. Medicação para dores podem ser aplicadas dependendo da intensidade delas; os sintomas costumam melhorar depois de 24 horas e desaparecer em 72 horas.

Em alguns casos, a doença de Haff pode causar insuficiência renal grave. Além disso, pode ocorrer a síndrome compartimental, quando há o aumento de pressão arterial em uma parte específica do corpo, o que pode comprometer músculos e nervos da região.

Um dos sintomas mais comuns da doença de Haff são as dores musculares. (Fonte: Pexels/Reprodução)

Histórico da doença de Haff

A doença de Haff foi descoberta em 1924 quando médicos observaram o primeiro surto dos sintomas na região de Königsberg Haff, na costa do mar Báltico. Desde então, vários surtos foram registrados em diferentes partes do mundo.

No Brasil, a maioria dos casos aconteceu no Norte e no Nordeste, em Estados como Pernambuco, Bahia e Amazonas. O peixe mais citado como causador do problema no País é o olho de boi, também chamado de arabaiana, que é de água salgada.

Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia, Fiocruz, Rede D’or São Luiz, Secretaria de Agricultura e Abastecimento SP, Secretaria de Saúde Bahia, Sociedade Brasileira de Infectologia.

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