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Como utilizar adubo orgânico rico em nitrogênio

Manejo de fertilizante orgânico no solo pode fazer toda a diferença no aproveitamento do nitrogênio

1 minuto de leitura

14/12/2020 | 11:00

Na produção de frutas e hortaliças orgânicas, o suprimento de nitrogênio por meio de insumos orgânicos é um dos grandes gargalos, já que a substância é essencial para promover o crescimento das plantas. Por essa razão, existem diversos adubos químicos no mercado à base de nitratos, cuja utilização é proibida na produção orgânica, o que obriga o produtor a procurar alternativas naturais para suprir as necessidades dos vegetais. 

A torta de mamona é uma das formas mais comuns de fertilizante orgânico, porém seu uso é limitado por conta do custo em relação à eficiência e pela falta de uma linha de produção para uso em plantações maiores. Felizmente, pesquisadores de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram um adubo com maior eficiência e descobriram que o manejo pode influenciar o aproveitamento do nitrogênio.

Fertilizante orgânico

O adubo orgânico pode ser obtido por meio de esterco de animais ou de biomassa de plantas, que têm demonstrado maior eficiência. Enquanto a quantidade de nitrogênio no esterco bovino é de 1,5% e no de frango chega a 2,5%, na torta de mamona alcança 5%. Esse número pode ser ainda maior quando realizado em processos padronizados com base em estudos científicos.

A Embrapa Agrobiologia desenvolveu um fertilizante de biomassa de uma planta chamada gliricídia. O produto batizado como N-verde revelou eficiência de 10%: de cada 100 quilos colocados na planta, ela absorve 10 quilos no primeiro ciclo. Esse adubo orgânico também é mais barato que a torta de mamona, que tem custo de produção de R$ 50 por saco de 50 quilos, enquanto o N-verde custa R$ 20. 

Manejo para aproveitar nitrogênio

A forma de aplicar o adubo influencia diretamente o aproveitamento de nitrogênio. Testes realizados apontam que, no caso de adubos com alta concentração de nitrogênio, a incorporação no solo é fortemente recomendada, pois evita perda do nutriente em cerca de 40% do total aplicado. Já no caso de adubos orgânicos com baixa disponibilidade de nitrogênio, como esterco bovino e biomassa de leguminosas, a mistura no solo pode resultar em custo desnecessário; a perda de nitrogênio por evaporação é baixa, o que permite que o material permaneça em cobertura.

Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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