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Como o controle biológico é utilizado na contenção de pragas

Controle biológico é uma alternativa barata e menos nociva para o meio ambiente no controle de pragas

3 minutos de leitura

07/02/2022 | 15:00

O protagonismo que o Brasil alcançou no agronegócio em nível mundial causa uma série de consequências. Enquanto o País comemora ser o terceiro maior produtor de alimentos e o segundo maior exportador, o setor produtivo ainda depende muito da importação de insumos. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil utiliza quase 20% de todos os fitossanitários produzidos no mundo, e mais da metade destes é importada.

Contudo, a dependência de altos volumes de agrodefensivos tem seu preço. As safras de 2021 e 2022 já foram afetadas com o aumento de preços gerados pela crise da pandemia de covid-19, e cada vez mais a população é criteriosa em relação aos efeitos negativos que o uso excessivo ou errado de agrotóxicos pode ocasionar. Nesse cenário, um método que é menos nocivo ao meio ambiente vem ganhando espaço: o controle biológico de pragas. 

Entre as safras de 2018/19 e 2019/20, o mercado do controle biológico no Brasil cresceu 50% e alcançou o patamar de R$ 1 bilhão.

O que é controle biológico de pragas?

O controle biológico é um método de manejo de pragas que utiliza organismos vivos para regular as populações de pragas e patógenos em uma plantação. A ideia básica é utilizar predadores naturais ou introduzidos dos organismos que causam danos às lavouras para que exterminem as populações danosas aos vegetais.

O uso do controle biológico é vantajoso, pois não afeta os insetos que não são pragas, gerando um ecossistema mais saudável para o desenvolvimento das plantas. Assim, o não uso de agrodefensivos também impede que os insetos se tornem resistentes a novos compostos químicos.

A joaninha, Rodolia cardinalis, foi um dos primeiros exemplos de controle biológico feitos. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Como é feito o controle biológico?

O controle biológico pode ser feito de duas maneiras principais: com organismos microbiológicos ou macrobiológicos. Os primeiros são vírus, bactérias, fungos e protozoários que são introduzidos na área e parasitam ou geram doenças nas populações de pragas. Já os segundos são inimigos que vão se alimentar ou parasitar as pragas. Esse tipo de controle biológico é chamado de clássico, quando importa inimigos de outras localidades, ou de natural, ao utilizar os predadores que ocorrem naturalmente naquela localidade.

Exemplos de controles biológicos

Um dos principais exemplos de controle biológico usados no Brasil é na cultura da cana-de-açúcar. A mais ameaçadora praga para essa cultura é a broca-da-cana (Diatraea saccharalis), e o controle com químicos é bastante dificultado porque as brocas se instalam dentro dos colmos da cana, ficando protegidas da ação de defensivos. Nesse caso, os agentes biológicos utilizados no controle são os parasitoides larvais Cotesia flavipes e os parasitoides de ovos Trichogramma galloi. Outra praga dessa cultura é a cigarrinha-da-raiz, que pode ser combatida com o fungo Metarhizium anisopliae.

A larva de Syrphus hoverfly se alimentando de pulgões. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Mais um exemplo de sucesso é o uso do besouro coprófago para o controle da mosca-dos-chifres, que é um dos grandes problemas na pecuária nacional. Outra importante cultura brasileira que sofre com diferentes pragas é a citricultura. Estudos demonstram a possibilidade do uso de diferentes atores de controle biológicos nesses casos, como a joaninha Rodolia cardinalis para o controle da cochonilha Icerya purchasi; o parasitoide Aphytis lignanesis e o A. holoxanthus no controle de diaspidídeos (Homoptera, Diaspididae) e Selenaspidus articulatus. Recentemente, no Brasil, também foi introduzido o uso da Ageniaspis citricola para o controle da larva minadora das folhas dos citros (Phyllocnistis citrella).

Fonte: Estadão Summit Agro, Info Escola, Sementes Biomatrix, Embrapa, Plantae, Croplife, Ifope.

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