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Pecuária

Pecuária do Brasil cresce com apoio dos biocombustíveis

Para fundador da Datagro, farelo de soja e DDG do milho seguirão impulsionando a pecuária como motor da exportação brasileira

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Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com

17/09/2025 - 10:37

Foto:  Datagro/Divulgação
Foto: Datagro/Divulgação

“Não dá mais para deixar de reconhecer que o sucesso da pecuária está muito ligado aos biocombustíveis”. A fala foi destacada por Plínio Nastari, presidente da consultoria Datagro, durante abertura do 5° Fórum Pecuária Brasil, nesta quinta-feira, 17.

Segundo ele, juntamente com a soja, o milho e a cana, a produção de carnes é a face do agronegócio brasileiro. “O farelo de soja, através do esmagamento da soja, e o DDG [grãos secos de destilaria], através do processamento do milho para a produção de etanol, estão impulsionando e intensificando a pecuária, permitindo que sejam geradas matéria-prima para abate cada vez mais precoce, de melhor qualidade, que tem feito tanto sucesso no mercado internacional”, afirmou. 

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Para Nastari, esse movimento seguirá a todo vapor nos próximos anos, com ampliação da produção de etanol de milho no Brasil. Atualmente, a capacidade de produção no país é de 11,1 bilhões de litros. Porém, até 2026, a Datagro prevê um incremento de mais 5 bilhões de litros a esse volume. “Isso significa mais DDG, mais capacidade de produção de carne. Então, isso vai continuar trazendo alimento para a nossa pecuária, seja ela de carne vermelha, suínos, aves, ovos, leite”, salientou. 

A mesma perspectiva é atrelada ao esmagamento de soja que, somente nos últimos 10 anos, duplicou. Destaca-se nesse contexto, o crescimento anual desse esmagamento: 3 milhões de toneladas por ano, aproximadamente. “Isso significa agregação de valor”, disse Nastari. 

O mundo precisa da carne brasileira

O presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso, destacou que o mundo precisa da carne brasileira para abastecer seus mercados. Uma prova disso, de acordo com Velloso, veio após o tarifaço do governo norte-americano.

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Ele lembrou que, depois que o segundo maior comprador da carne bovina brasileira decidiu impor uma tarifa adicional de 50% sobre o produto, temeu-se uma queda nos embarques e prejuízo ao setor. Porém, os números apontaram cenário inverso. Durante sua fala, o dirigente da Assocon relembrou que, em julho deste ano, “frente à ameaça”, o Brasil exportou o maior volume mensal da série histórica: 313,6 mil toneladas. 

Já em agosto, “o mês do fim do mundo, reportado como o mês trágico para as exportações”, foi vendido o segundo maior volume mensal da série histórica. Além disso, a receita foi de 1,6 bilhão — alta de praticamente 50%, frente a agosto de 2025. “O mundo, gente, cresce em consumo de carne e diminui a produção de bezerros há pelo menos cinco anos. O mundo precisa de nós. O Brasil cresce em consumo de carne e aprimora a sua produção de bezerros de qualidade, conferindo, ao todo, crescente eficiência”, ressaltou.

Velloso recordou ainda a tecnologia empregada na agricultura de pasto, as técnicas de pastagem, silagem e fenação, que promovem a sustentabilidade do sistema produtivo pecuário de forma única e exemplar. Com isso, os confinamentos do país passaram de aprendizes a professores. “A sustentabilidade econômica, vem proporcionando os custos de produção mais competitivos do planeta. Nossos confinamentos antes alunos, dos seus pares americanos e australianos, hoje dão aula aos antigos professores”, afirmou. 

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