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Economia

Senado dos EUA barra, simbolicamente, tarifaço ao Brasil

Medida segue vigente, aguardando desenrolar das negociações entre representantes de ambos países

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Redação Agro Estadão

29/10/2025 - 11:15

Medida do senador democrata, apresentada em setembro, foi aprovada por 52 votos a 48. Foto: Adobe Stock
Medida do senador democrata, apresentada em setembro, foi aprovada por 52 votos a 48. Foto: Adobe Stock

O Senado aprovou na noite desta terça-feira, 28, uma resolução que poderia anular as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump às exportações brasileiras, como de café e carne bovina. A legislação do senador da Virgínia Tim Kaine, um democrata, apresentada em setembro, foi aprovada por 52 votos a 48.

“Todo americano que acorda de manhã para tomar uma xícara de café está pagando um preço pelas tarifas imprudentes, ridículas e quase infantis de Donald Trump”, disse o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova York.

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A medida, no entanto, é simbólica uma vez que a legislação está fadada ao fracasso. Isso ocorre porque a Câmara, controlada pelos republicanos, aprovou novas regras que permitem à liderança impedi-la de ser votada. Além disso, o presidente Trump provavelmente vetaria a legislação mesmo que ela fosse aprovada pelo Congresso.

Os republicanos também têm se mostrado cada vez mais incomodados com a política comercial de Trump, especialmente em um momento de turbulência econômica. Cinco republicanos — os senadores Susan Collins, do Maine, Mitch McConnell, do Kentucky, Lisa Murkowski, do Alasca, Rand Paul, do Kentucky, e Thom Tillis, da Carolina do Norte — votaram a favor da resolução, juntamente com todos os democratas.

No último mês, o apartidário Escritório de Orçamento do Congresso afirmou que a política tarifária de Donald Trump é um dos vários fatores que devem aumentar as taxas de desemprego e a inflação no país, além de reduzir o crescimento geral neste ano.

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Otimismo com cautela no Brasil

O encontro entre os presidentes do Brasil e dos EUA, no último domingo, renovou os ânimos dos empresários do agronegócio. Mesmo assim, ainda há um ar de cautela quanto aos próximos passos, já que uma suspensão das sobretaxas de 40% era esperada após a reunião na Malásia, e não se concretizou. 

Uma fonte do setor empresarial que participou da comitiva brasileira revelou ao Agro Estadão que “acordo deve sair no máximo em dez dias, liberando as tarifas”. Porém, as negociações devem ter uma outra rodada de conversas nos próximos dias, quando uma comitiva de representantes do governo e empresários brasileiros irão aos EUA. 

O encontro, no entanto, acontecerá depois da reunião entre o presidente norte-americano e o líder chinês Xi Jinping, podendo influenciar o ritmo das tratativas dos EUA com o Brasil.  

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