Economia
Paraná terá melhor safra de cebola dos últimos 10 anos
Com produção estimada em 127,6 mil toneladas, estado recupera perdas da safra passada
Redação Agro Estadão
21/03/2025 - 09:47

A produção de cebola no Paraná está estimada em 127,6 mil toneladas na safra 2024/25, um aumento de 44% em relação ao ciclo anterior. Com uma produtividade de 38,9 mil quilos por hectare, o estado terá a melhor safra dos últimos dez anos.
A informação é da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Em 2024, o Paraná colheu 88,6 mil toneladas de cebola, uma redução de 21,1% em relação ao ano anterior, quando foram colhidas 112,4 mil toneladas.
Segundo a Seab, a queda foi consequência das condições climáticas. No entanto, o engenheiro agrônomo e analista de cebola do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, Paulo Andrade, destaca que o uso de novas tecnologias nas lavouras da região de Guarapuava, na safra atual, contribuiu para a recuperação das perdas do último ciclo.
“O ano passado foi muito influenciado no Brasil inteiro devido às condições de clima, mas o que se observa agora é que a região de Guarapuava está se tecnificando muito rápido, produzindo 50 toneladas por hectare, enquanto outras estão com 20 toneladas”, destaca em nota.A expectativa é de que a área plantada de cebola no Paraná continue em expansão.
Nos últimos anos, vinha ocorrendo uma redução gradual, passando de 5.859 hectares em 2016 para 2.701 hectares na safra 2023/24. No entanto, no último ciclo, a área cultivada já cresceu para 3.277 hectares, indicando uma possível retomada.
Aumento da importação de cebola
Devido à baixa produção nacional de cebola, o Brasil importou 257,4 mil toneladas em 2024, com um custo de US$ 84,4 milhões. O volume representa um aumento de 92% em comparação com às 134,1 mil toneladas compradas em 2023 e um crescimento de 174% no valor desembolsado. Os dados são do Boletim de Conjuntura Agropecuária do Deral.
No ano passado, só o Paraná importou 32,5 mil toneladas de cebola de países como Argentina, Chile e Uruguai. O custo das cargas chegou a US$ 8,6 milhões. Em 2023, o estado havia comprado 9,8 mil toneladas do exterior, com um investimento de US$ 1,9 milhão.
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