Economia
Paraná conquista a primeira Indicação Geográfica para urucum
Único registro no país abre oportunidades para a agricultura dos municípios de Paranacity e Cruzeiro do Sul
Redação Agro Estadão
08/05/2025 - 11:02

Na última safra, as cidades paranaenses de Paranacity e de Cruzeiro do Sul colheram 1,2 mil quilos por hectare de urucum. Agora, os agricultores celebram a conquista do registro de Indicação Geográfica (IG) por Indicação de Procedência (IP), a primeira do Brasil para esse tipo de fruto. O registro, foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Em nota, o Sebrae do Paraná diz que a conquista “chancela a marca ‘urucum de Paranacity’ e reconhece a excelência do produto, que se destaca pelo alto teor de bixina e pelo manejo diferenciado”.
O registro foi divulgado nesta terça-feira (6) após dois anos de trabalho que incluíram esforços da Associação dos Produtores de Urucum de Paranacity e Região (Aprucity), Sebrae/PR, prefeituras de Paranacity e de Cruzeiro do Sul, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e Universidade Estadual de Maringá (UEM).
“Para os agricultores da região, o selo representa mais valor agregado, acesso a novos mercados e a consolidação de uma identidade produtiva com potencial nacional e internacional”, afirma o Sebrae.
Enquanto as variedades comuns têm cerca de 3% de bixina (o pigmento), o urucum de Paranacity atinge mais de 5%. Somente com o esmagar das sementes entre os dedos, já se pode notar o potencial corante vermelho do fruto, que pode ser utilizado pelas indústrias têxteis, cosméticas, farmacológicas, alimentícias e ainda como condimento. No Brasil, o urucum gastronômico é conhecido como “colorau” ou “colorífico” e utilizado para dar cor a variados pratos.

Segundo o governo paranaense, Paranacity e Cruzeiro do Sul são as maiores produtoras do Paraná, com uma produção conjunta de 805 toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 12,1 milhões em 2023, último dado disponível. As duas cidades acumulam também o posto de maiores produtoras do Sul do país, segundo o INPI.
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