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Economia

Oferta robusta e demanda retraída pressionam soja, milho e trigo

Mercados futuros e domésticos das commodities registram recuos e oscilações exigindo cautelas dos agricultores

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Redação Agro Estadão

08/09/2025 - 13:20

Foto: Adobe Stock
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Os contratos futuros da soja registraram quedas acumuladas na primeira semana de setembro, com variações negativas entre 1,93 e 2,13% na B3, bolsa de valores brasileira. Segundo a Markestrat, o quadro reflete uma menor demanda externa que já era acompanhada no final de agosto. 

Além disso, ajustes nas exportações reforçam que, apesar da oferta robusta diante de uma safra recorde brasileira, a pressão do mercado internacional pode limitar novas altas. “O cenário reforça a importância de estratégias de comercialização escalonadas para capturar oportunidades de preço”, dizem os analistas. 

CONTEÚDO PATROCINADO

O farelo e o óleo de soja também sentiram os impactos dessa dinâmica global: ambos encerraram a semana em queda, acompanhando o sexto mês consecutivo de baixa em Chicago. No período, a concorrência da soja argentina reduziu os prêmios pagos no Brasil. “No mercado interno, a retração da demanda se somou à pressão internacional, comprimindo margens e exigindo atenção quanto ao câmbio e ao ritmo das exportações”, apontam. 

Milho

Outras commodities agrícolas refletem cenários semelhantes de oferta forte e pressão de demanda. É o caso do milho que registrou leve recuperação no mercado físico (+0,68 na semana) e em parte dos contratos futuros. O movimento de alta, conforme os analistas, foi apoiado pelo avanço da colheita da safrinha — quase finalizada — e pelo início do plantio da safra de verão. 

Na outra ponta, oscilações cambiais e a retração do uso do milho para produção de etanol nos Estados Unidos, trazem pressões ao mercado. “Para o produtor, o momento reforça cautela nas vendas, dado o equilíbrio frágil entre oferta crescente e pressões externas”.

Trigo

O mercado do trigo segue em trajetória de queda. Uma oferta global confortável somada a projeções de safra recorde na Austrália mantêm os recuos nas cotações internacionais e domésticas. “A tentativa frustrada da Rússia de ampliar suas vendas à China reforça um cenário de competição internacional acirrada, pressionando ainda mais os preços”, destaca a Markestrat, em relatório.

Já no mercado interno, adiciona ao cenário os estoques confortáveis dos moinhos, mantendo-os longe das compras. Isso ocorre ao passo que as lavouras do Sul do país, principal região produtora, se desenvolvem bem. De acordo com a consultoria, para os produtores o ambiente indica maior cautela na definição de estratégias de comercialização no curto prazo, dado o potencial de manutenção de preços pressionados.

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