Economia
Alckmin sobre tarifa dos EUA: “Estamos confiantes de que vamos avançar mais”
Durante a COP30, vice-presidente e ministro do MDIC, afirmou que a medida dos EUA reduziu de 45% para 28% o volume de exportações do Norte sujeito a tarifa
Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com
17/11/2025 - 15:44

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, disse estar confiante de que o Brasil irá avançar nas negociações com os Estados Unidos (EUA) para corrigir a tarifa de 40% que ainda está vigente para as exportações de alguns produtos. Na última sexta-feira, o governo Trump anunciou a retirada da tarifa retaliatória de 10% para produtos agrícolas de diversos países.
“Estamos confiantes de que vamos avançar mais para corrigir essas distorções e podermos ter um comércio exterior respeitando o multilateralismo e livre comércio”, afirmou Alckmin durante coletiva de imprensa na 30ª Conferência Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), nesta segunda-feira, 17, em Belém (PA).
De acordo com o ministro, antes da ordem executiva norte-americana que reduziu as tarifas, 45% das exportações da região Norte do País — onde está sendo realizada a COP 30 — estavam sendo tarifadas. Agora, esse montante caiu para 28%. “Então reduziu 10%: carne, suco de fruta, pimenta seca, castanha do Pará, palmito, geleias de frutas, doces, cacau… Em dois casos, a castanha do Pará com casca e suco de laranja, zerou. E é claro que nós queremos avançar mais”, disse.
Alckmin lembrou ainda que dos 10 produtos que os EUA exportam para o Brasil, oito têm a tarifa zerada. “Então não tem sentido você ter uma tarifa, em muitos casos, de 40%”, salientou, ressaltando que os norte-americanos têm superávit na balança comercial com o Brasil.
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