Clima
Semana é marcada por chuvas no centro-norte brasileiro
Tempestade Biguá perde intensidade, mas ventos continuam moderados no RS
Paloma Custódio | Brasília
17/12/2024 - 08:00

A tempestade subtropical Biguá, que se formou no último final de semana entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, perdeu a intensidade nesta segunda-feira, 16. Na noite do último sábado, 14, o fenômeno formado por uma área de baixa pressão provocou rajadas de vento de 80 km/h a 100 km/h em algumas localidades do território gaúcho.
Apesar da permanência da área de baixa pressão, a semana começa com ventos moderados e sem previsão de chuva forte. “Inclusive na retaguarda desse sistema está entrando uma área de alta pressão que vai inibir a chuva nesses próximos dias”, confirma a meteorologista e sócia-executiva da Nottus, Desirée Brandt. “Isso não é preocupante, porque os índices de umidade estão muito bons nas áreas produtoras entre o centro e o norte do Rio Grande do Sul até boa parte do Paraná”, ressalta.
Além disso, a área de baixa pressão também influencia a formação de uma convergência de umidade e ventos no Sudeste do país, o que provoca chuvas desde a costa da região até o Norte brasileiro.
“Não é chuva o tempo todo, mas onde mais vai chover ao longo dessa semana é entre São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Toda essa porção central do Brasil tem condições para uma chuva um pouco mais expressiva no decorrer dos próximos dias”, detalha a meteorologista.
A região produtora do Matopiba também registra boas condições de chuva para as lavouras. “No decorrer das próximas semanas, a chuva vai aumentar cada vez mais nas áreas do Matopiba”, acrescenta.
Invernada na semana do Natal
Os próximos dias terão chuva intercalada por períodos de sol, o que eleva a temperatura e favorece as condições nas lavouras do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste. Mas na semana do Natal pode haver a formação de invernada entre o Sudeste, o Centro-Oeste e o Norte do país.
O fenômeno é caracterizado por chuvas intensas e frequentes, com frente fria associada, o que diminui a luminosidade e traz risco para o surgimento de doenças relacionadas ao excesso de umidade para as lavouras.
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