Clima
Chuvas abaixo da média afetam lavouras de café em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo
Em levantamento da Agrosmart, 80% dos produtores de café relatam efeitos da estiagem nos cafezais
Fernanda Farias | Porto Alegre | fernanda.farias@estadao.com
26/08/2024 - 08:30

As principais cidades produtoras de café em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo registraram chuva abaixo do normal nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Agrosmart. As reduções mais expressivas no acumulado de um ano ocorreram em Serra do Salitre (MG), Colatina (SP) e Pedregulho (ES), onde as precipitações ficaram abaixo do normal em -43%, -42% e -41%, respectivamente. Outras cidades mineiras também apresentam redução significativa das chuvas: Patrocínio (-39%), Boa Esperança (-27%), Varginha (-26%), Nazareno (-22%) e Guaxupé (-13%).


O impacto negativo nas áreas de produção de café nos últimos meses é relatado pelos produtores ouvidos pela Agrosmart. O levantamento mostra que os principais problemas destacados pelos cafeicultores foram chuvas (80%) e longos períodos de calor intenso (77%).
“Há receio por parte dos produtores de que esse cenário ainda se mantenha nas próximas semanas”, diz o meteorologista Juarez Ventura.
Na média, nas áreas analisadas de café arábica em SP, MG e ES, a produtividade ficou em 32 sacas por hectare, podendo ter alcançado até 43 sacas em áreas irrigadas. Além disso, o preço médio pago ao produtor chegou a R$ 1.273,49 por saca, com vendas na média de até R$ 1.315,41 sacas para cooperativas – preços referentes até 20 de agosto de 2024.

Tendência de seca para Minas Gerais
Ao analisar o SPI (Índice de Precipitação Padronizada) dos últimos 3 meses, a consultoria afirma que há uma tendência de seca para Minas Gerais, com uma maior concentração de menores chuvas em vários municípios do estado.
“O SPI é crucial para monitorar e analisar a variabilidade climática, especialmente em relação à seca e ao excesso de chuva. Valores positivos indicam períodos com mais chuvas do que a média, enquanto valores negativos indicam períodos mais secos”, explica o relatório.

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