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Agricultura

Por que essa fruta do Oriente Médio está no réveillon do Brasil?

Símbolo antigo de abundância desperta crenças na meia-noite do último dia do ano

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Redação Agro Estadão*

10/12/2025 - 05:00

Foto: Adobe Stock
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A virada do ano desperta uma tradição curiosa em milhares de lares brasileiros: o consumo da romã. Esta pequena fruta, originária do Oriente Médio, carrega consigo uma história de simbolismo e crenças populares.

Cultivada há mais de 4.000 anos em regiões como Mesopotâmia e Irã, a romã representava fertilidade e abundância nas civilizações antigas. 

Suas centenas de sementes internas simbolizavam multiplicação, prosperidade e renovação — características que explicam sua presença em rituais sagrados e celebrações de diferentes culturas.

No judaísmo, representa justiça e sabedoria; no islamismo, aparece como fruto do paraíso.

Os colonizadores portugueses introduziram a romã no Brasil durante o século XVI, junto com outras espécies frutíferas europeias. 

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Assim, esta fruta asiática encontrou um novo lar em terras tropicais, onde se adaptou e passou a integrar tradições locais, especialmente as relacionadas à virada do ano.

Benefícios da romã para a saúde

Romã
Foto: Adobe Stock

A romã se destaca entre as frutas por conter substâncias especiais que protegem nosso organismo. Essas substâncias, conhecidas como antioxidantes, funcionam como “soldados” que combatem os radicais livres – pequenos vilões que danificam nossas células e aceleram o envelhecimento.

A fruta contém compostos naturais que reduzem inflamações no corpo, similar ao efeito de um anti-inflamatório natural. 

Entre esses compostos, destacam-se elementos com nomes complexos como punicalaginas e antocianinas, que são responsáveis pela cor avermelhada da romã e por sua capacidade de proteger nossas células.

Do ponto de vista nutricional, a romã oferece vitamina C que ajuda a fortalecer nossa imunidade e nos proteger de gripes e resfriados. Também fornece potássio, mineral importante para manter a pressão arterial controlada, e ferro, necessário para evitar anemia.

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Pesquisas publicadas na PubMed Central mostram que consumir romã regularmente pode beneficiar o coração. Os compostos da fruta ajudam a manter as artérias limpas, reduzem o colesterol ruim e auxiliam no controle da pressão arterial, fatores importantes para prevenir infartos e derrames.

Estudos também indicam que a romã pode ajudar na prevenção de alguns tipos de câncer, especialmente de próstata e mama. Isso acontece porque seus antioxidantes interferem no crescimento descontrolado de células doentes e reduzem inflamações que podem levar ao desenvolvimento de tumores.

Para o cérebro, a romã também oferece proteção. Suas propriedades anti-inflamatórias podem retardar o envelhecimento mental e ajudar a manter a memória em dia. 

Como plantar a romã

Romã
Foto: Adobe Stock

O cultivo da romã requer atenção especial ao local de plantio e às condições do solo. A planta necessita de sol pleno durante a maior parte do dia, pois a luz solar direta favorece a produção de açúcares e desenvolve o sabor característico dos frutos. 

A drenagem representa o fator mais importante para o sucesso, já que a romã não tolera solo encharcado, que pode causar apodrecimento das raízes.

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O solo ideal deve ter textura leve a média. Para preparar o local, misture terra comum com areia grossa e composto orgânico bem curtido. Esta combinação melhora a estrutura do solo, facilita a drenagem e fornece os nutrientes necessários para o desenvolvimento da planta.

O plantio pode ser feito através de sementes ou mudas prontas, sendo as mudas mais vantajosas por oferecerem crescimento mais rápido. Faça o plantio no início do período chuvosos.

Durante os primeiros meses, mantenha irrigação regular sem encharcar o solo. A adubação com fertilizantes ricos em fósforo e potássio durante a floração favorece a produção de frutos. Fertilizantes orgânicos como esterco curtido enriquecem o solo gradualmente.

A poda é fundamental para o bom desenvolvimento. Nos primeiros anos, realize podas de formação para direcionar o crescimento. Posteriormente, execute podas anuais após a colheita para estimular nova brotação e manter a planta produtiva.

A colheita ocorre entre 6 a 8 meses após o florescimento. Romãs maduras apresentam coloração intensa da casca e firmeza ao toque. Utilize tesouras limpas para cortar o pedúnculo, preservando a qualidade da fruta.

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Para saber os detalhes sobre o cultivo de romã, confira nosso conteúdo completo aqui.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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