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Agricultura

Produção de romã: o agro por trás da tradição de fim de ano

Do plantio à colheita, saiba como cultivar a fruta que simboliza a prosperidade na virada do ano novo

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Redação Agro Estadão*

25/10/2025 - 05:01

Foto: Adobe Stock
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A romã, fruta milenar originária do Oriente Médio e da Ásia, tem despertado interesse crescente entre produtores rurais, impulsionado pela demanda do mercado consumidor. Esta fruta versátil encanta pelo sabor e por suas propriedades nutricionais e medicinais.

O consumo da romã se estende além da fruta in natura, abrangendo uma variedade de produtos processados como sucos, geleias, cosméticos e fitoterápicos. 

Além disso, a romã tem uma relação especial com o final do ano no Brasil, onde é tradicionalmente consumida na virada do ano novo, associada a rituais de prosperidade e abundância.

Características e exigências climáticas da romã

A romã (Punica granatum L.) é uma planta notável por sua capacidade de adaptação a diferentes ambientes. Esta característica a torna uma opção atraente para cultivo em diversas regiões do Brasil. 

Para um cultivo bem-sucedido, é fundamental compreender as condições ideais para a romã. A planta se desenvolve melhor em regiões com temperaturas entre 20°C e 35°C, embora possa tolerar extremos de até -10°C e 40°C por curtos períodos. 

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Um aspecto interessante é que a exposição ao frio moderado durante o inverno pode beneficiar a frutificação.

A romãzeira é uma planta que aprecia luminosidade intensa, fator que influencia diretamente na qualidade dos frutos. Quanto à necessidade hídrica, embora seja tolerante à seca, a irrigação adequada é essencial para garantir uma produção comercial satisfatória.

A escolha do local de plantio é determinante para o sucesso do cultivo. Áreas com boa exposição solar, protegidas de ventos fortes e com solo bem drenado são ideais. 

Estas condições favorecem o crescimento saudável da planta e impactam positivamente na qualidade e quantidade da produção de romã.

Escolha da cultivar de romã e métodos de propagação

como cultivar romã
Foto: Adobe Stock

A seleção da cultivar adequada é um importante passo no cultivo da romã. No Brasil, algumas variedades têm se destacado por sua adaptabilidade e características comerciais atrativas. Entre as opções promissoras estão:

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  • Mollar de Elche: conhecida por seus frutos grandes e doces, com sementes macias.
  • Wonderful: apreciada pela coloração vermelha intensa dos frutos e sabor agridoce.
  • Acco: destaca-se pela precocidade na produção e frutos de tamanho médio.

Estas cultivares foram selecionadas considerando aspectos como vigor da planta, produtividade, resistência a pragas e doenças, além das características dos frutos como tamanho, cor, sabor e teor de sólidos solúveis.

Quanto à propagação, os métodos mais eficientes são a estaquia e a enxertia. A estaquia é amplamente utilizada devido à sua simplicidade e eficácia. Este método consiste em utilizar partes da planta, geralmente ramos lenhosos, para gerar novas mudas. 

A enxertia, por outro lado, permite combinar características desejáveis de diferentes plantas, resultando em mudas mais resistentes e produtivas.

Planejamento e época de plantio da romã

O planejamento cuidadoso do plantio é fundamental para o sucesso do cultivo da romã. A época ideal para o plantio geralmente coincide com o início do período chuvoso, que no Brasil ocorre na primavera ou no início do verão, dependendo da região. 

Esta sincronização é importante, pois a umidade adequada favorece o pegamento das mudas.

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O espaçamento entre as plantas é um fator fundamental no planejamento do pomar. A definição do espaçamento ideal deve considerar o vigor da cultivar escolhida, o sistema de condução (arbusto ou árvore) e a possibilidade de mecanização da lavoura. 

Um espaçamento comum é de 5 metros entre linhas e 3 metros entre plantas, mas pode variar de acordo com as condições específicas do cultivo.

Após o plantio, alguns cuidados iniciais são essenciais. O tutoramento das mudas ajuda a garantir um crescimento ereto e evita danos causados por ventos. 

A irrigação de estabelecimento é fundamental nas primeiras semanas para assegurar a sobrevivência das mudas. Além disso, é importante implementar medidas de proteção contra pragas e doenças desde o início, pois as plantas jovens são mais vulneráveis.

Preparo da área e implantação do pomar de romã

A implantação adequada do pomar de romã é um passo decisivo para o sucesso do cultivo. O processo inicia-se com o nivelamento do terreno, seguido pelo alinhamento e marcação das covas ou sulcos. 

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As covas devem ter dimensões adequadas, geralmente em torno de 50 cm de profundidade e 50 centímetros de largura, para acomodar bem as raízes e permitir um bom desenvolvimento inicial da planta.

Na preparação das covas, é fundamental incorporar adubos orgânicos e fosfatados. Uma mistura equilibrada de terra, composto orgânico e fertilizantes fosfatados proporciona um ambiente rico em nutrientes para o desenvolvimento inicial das mudas. 

A proporção ideal pode variar de acordo com a análise do solo, mas geralmente se utiliza 1/3 de adubo orgânico para 2/3 de terra.

No momento do plantio, é importante acomodar as mudas de forma que o colo da planta fique no nível do solo, evitando o enterramento excessivo ou a exposição das raízes. 

Após o plantio, uma leve compactação ao redor da muda ajuda a eliminar bolsões de ar e assegura um bom contato das raízes com o solo.

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Um aspecto fundamental nesta fase é o planejamento e instalação de um sistema de irrigação eficiente. O sistema de gotejamento é frequentemente recomendado por sua eficiência no uso da água e por permitir a fertirrigação, otimizando o manejo nutricional das plantas.

Colheita e pós-colheita da romã

como cultivar romã
Foto: Adobe Stock

A colheita da romã é um processo delicado que requer atenção aos sinais de maturação do fruto. 

O ponto ideal de colheita é identificado pela coloração vermelho-intenso da casca, pelo som oco ao bater levemente no fruto e pelo teor de sólidos solúveis, que pode ser medido com um refratômetro.

A colheita manual é o método mais adequado para a romã, devido à sensibilidade dos frutos. Os colhedores devem ser treinados para manusear os frutos com cuidado, evitando danos que possam comprometer a qualidade e a conservação. 

Após a colheita, o transporte dos frutos do pomar para o local de beneficiamento deve ser feito em caixas plásticas limpas e forradas, evitando impactos e compressão. 

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No beneficiamento, os frutos são selecionados e classificados por tamanho e qualidade, removendo-se aqueles com danos ou defeitos.

O armazenamento adequado é fundamental para prolongar a vida útil da romã. As condições ideais incluem temperatura entre 5°C e 7°C e umidade relativa do ar entre 90% e 95%. 

Nestas condições, os frutos podem ser conservados por até três meses, mantendo sua qualidade para o mercado consumidor.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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