Agricultura
O que é uma horta comunitária e seu impacto?
Mais que espaços verdes, as hortas comunitárias transformam terrenos ociosos em centros de segurança alimentar, educação ambiental e fortalecimento de laços sociais, combatendo a fome e promovendo bem-estar
Redação Agro Estadão*
20/09/2025 - 08:00

As hortas comunitárias têm ganhado destaque como uma solução inovadora para diversos desafios urbanos.
Esses espaços verdes, cultivados coletivamente por grupos de pessoas, transformam terrenos ociosos em áreas produtivas, promovendo a segurança alimentar, a educação ambiental e o fortalecimento dos laços sociais.
Diferentemente das hortas domésticas ou comerciais, as hortas comunitárias são geridas de forma colaborativa, geralmente em áreas urbanas ou periurbanas.
Seu objetivo vai além da simples produção de alimentos, abrangendo aspectos sociais, educacionais e ambientais que impactam positivamente toda a comunidade.
Benefícios além da colheita para a horta comunitária
Um dos benefícios mais significativos da horta comunitária é a promoção da segurança alimentar e nutricional.
De acordo com o Pacto Contra a Fome, essas iniciativas são ferramentas eficazes no combate à fome nas cidades, proporcionando acesso a alimentos frescos e nutritivos para comunidades que muitas vezes enfrentam dificuldades nesse aspecto.
A saúde dos participantes e da comunidade em geral também é favorecida. O Ministério da Saúde ressalta que o envolvimento em hortas comunitárias garante o acesso a alimentos orgânicos e frescos, como também promove a atividade física e o bem-estar mental.
O contato com a natureza e o trabalho em grupo são fatores que contribuem para uma melhor qualidade de vida.
Além disso, as hortas comunitárias desempenham um papel fundamental na educação ambiental. Elas servem como laboratórios vivos, onde os participantes aprendem sobre ciclos naturais, biodiversidade e práticas sustentáveis.
Esse conhecimento prático estimula a adoção de hábitos mais ecológicos no dia a dia, contribuindo para a sustentabilidade urbana.
Como criar uma horta comunitária?

O processo de criação de uma horta comunitária envolve várias etapas importantes. Inicialmente, é necessário identificar e avaliar um terreno adequado, considerando fatores como exposição solar, acesso à água e qualidade do solo.
A Universidade Uniasselvi, em seu projeto de construção de horta comunitária, enfatiza a importância de uma análise cuidadosa do local para garantir o sucesso do empreendimento.
A formação e organização do grupo de participantes é outro passo fundamental. O engajamento da comunidade desde o início é fundamental para o sucesso a longo prazo da horta.
É recomendável buscar apoio institucional, como prefeituras, ONGs e universidades, que podem oferecer recursos e orientação valiosos.
A elaboração de um plano básico de ação, com definição clara de objetivos e responsabilidades, é essencial. Este plano deve abordar aspectos como a divisão de tarefas, cronograma de plantio e colheita, e estratégias para lidar com desafios potenciais.
Escolha das culturas e manejo sustentável na horta comunitária
A seleção de culturas adequadas ao clima local, às características do solo e aos interesses da comunidade é um fator determinante para o sucesso da horta. É importante considerar a adaptabilidade das plantas e das preferências alimentares e culturais dos participantes.
O manejo sustentável é um princípio fundamental nas hortas comunitárias. Técnicas de cultivo orgânico, como a compostagem, a rotação de culturas e o controle biológico de pragas, são amplamente utilizadas.
Essas práticas minimizam o impacto ambiental e promovem a saúde do solo e a qualidade dos alimentos produzidos.
O uso eficiente e racional da água é outro aspecto importante do manejo sustentável. Sistemas de irrigação por gotejamento, coleta de água da chuva e cobertura do solo são algumas das estratégias que podem ser implementadas para otimizar o uso deste recurso precioso.
A horta comunitária como extensão do conhecimento rural no ambiente urbano

As hortas comunitárias oferecem uma oportunidade única para a troca de conhecimentos entre o meio rural e o urbano. Produtores rurais podem contribuir significativamente com sua expertise em manejo técnico, desde o preparo do solo e o plantio correto até a colheita e o controle de pragas e doenças.
Esta troca de saberes fortalece a capacidade produtiva local e a segurança alimentar. Os produtores rurais têm a chance de atuar como mentores e educadores, compartilhando técnicas tradicionais e inovadoras com os membros da comunidade urbana.
Conexões entre a horta comunitária e a agricultura familiar
As hortas comunitárias podem estabelecer conexões valiosas com a agricultura familiar. Uma possibilidade interessante é o escoamento da produção excedente dos produtores rurais para as hortas comunitárias, criando um canal direto de distribuição de alimentos frescos e locais.
A troca de sementes crioulas entre agricultores e a comunidade urbana é outra forma de fortalecer esses laços. Essa prática preserva a biodiversidade agrícola e mantém vivas tradições culturais importantes.
A criação de redes de apoio mútuo entre hortas comunitárias e agricultores familiares pode resultar em cadeias alimentares mais curtas, resilientes e transparentes.
Essa aproximação entre o campo e a cidade promove uma compreensão mais profunda dos desafios e oportunidades da produção de alimentos.
As hortas comunitárias se revelam como plataformas dinâmicas para a inovação agrícola urbana. Elas permitem a aplicação e experimentação de novas técnicas de cultivo, a introdução de variedades raras ou tradicionais, e o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis.
Em alguns casos, essas iniciativas podem até mesmo gerar renda local através da venda de excedentes da produção para a própria comunidade ou para mercados locais e feiras.
Este aspecto econômico adiciona uma camada extra de benefícios, contribuindo para o desenvolvimento local sustentável.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão
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