PUBLICIDADE

Sustentabilidade

Vai pescar? Conheça as principais técnicas para ter sucesso na pescaria

A seletividade na pesca, com uso de anzóis circulares e escolha correta de iscas, minimiza o impacto no ecossistema, evitando a captura de espécies indesejadas

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

05/02/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

A pesca é uma atividade de grande importância para produtores rurais, não apenas como fonte alternativa de alimento, mas também como uma oportunidade de renda extra. 

No entanto, é fundamental que essa prática seja realizada de forma sustentável e responsável, garantindo a preservação dos recursos pesqueiros para as gerações futuras.

CONTEÚDO PATROCINADO

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, o ano de 2024 foi marcado por avanços significativos no setor pesqueiro brasileiro. O governo finalizou a elaboração do Plano Nacional para o Desenvolvimento Sustentável da Pesca Amadora e Esportiva, demonstrando um compromisso crescente com práticas mais sustentáveis. 

Técnicas de pesca com iscas naturais

As iscas naturais são aquelas encontradas no ambiente natural dos peixes, como pequenos animais, insetos ou partes de plantas. O uso dessas iscas oferece diversas vantagens, como a maior aceitação por parte dos peixes e a possibilidade de atrair espécies mais seletivas.

Entre as iscas naturais mais comuns estão as minhocas, insetos (como grilos e gafanhotos), pequenos peixes (lambaris, por exemplo) e até mesmo frutas.

PUBLICIDADE

Para utilizar iscas naturais de forma eficaz, é importante considerar o tamanho da isca em relação ao peixe que se pretende capturar. 

Em rios e lagos, duas técnicas principais se destacam ao utilizar iscas naturais: a pesca de fundo e a pesca de superfície. Na pesca de fundo, a isca é lançada e mantida próxima ao leito do rio ou lago, sendo ideal para espécies que se alimentam nessa região. 

Já na pesca de superfície, a isca é mantida flutuando ou em movimento na camada superior da água, atraindo peixes que se alimentam nessa área.

Uma técnica eficaz para rios é a “pesca de correnteza”, onde a isca é lançada e fica à deriva naturalmente com a corrente. Essa técnica simula o movimento natural de alimentos carregados pela água, aumentando as chances de atrair peixes.

Técnicas de pesca com iscas artificiais

Foto: Adobe Stock

As iscas artificiais são objetos fabricados para imitar presas naturais dos peixes, oferecendo vantagens como durabilidade, versatilidade e a possibilidade de cobrir áreas maiores durante a pescaria. 

PUBLICIDADE

Além disso, permitem a prática do “pesque e solte” com maior facilidade, contribuindo para a preservação dos estoques pesqueiros. Existem diversos tipos de iscas artificiais, cada um com características e aplicações específicas:

Plugs: Imitam pequenos peixes ou outros animais aquáticos. São eficazes para a pesca de predadores como tucunarés e traíras.

Jigs: Consistem em um corpo de chumbo com anzol e saia de silicone ou penas. São versáteis e podem ser usados em diferentes profundidades.

Spinners: Possuem uma lâmina metálica que gira na água, criando vibrações que atraem os peixes. São ótimos para águas turvas ou com pouca visibilidade.

Para peixes predadores como o tucunaré, técnicas como o “jerk” (movimentos bruscos da vara) com plugs ou a pesca vertical com jigs podem ser muito eficazes.

PUBLICIDADE

Já para espécies como o dourado, que costumam atacar presas na superfície, o uso de iscas topwater (que flutuam na superfície) pode proporcionar ataques espetaculares.

Em rios com correnteza, a técnica de “bater corredeiras” com spinners ou pequenos plugs pode ser muito produtiva para espécies como matrinxãs e pirapitingas. Nessa técnica, a isca é lançada contra a correnteza e recolhida de forma a imitar um peixe lutando contra a água.

Técnicas de pesca sustentáveis

A pesca sustentável é fundamental para garantir a continuidade dos recursos pesqueiros e a saúde dos ecossistemas aquáticos. 

De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura, o Brasil tem avançado na implementação de práticas sustentáveis, com a elaboração de planos e políticas voltados para o desenvolvimento responsável do setor.

Para contribuir com a preservação dos recursos pesqueiros, todo pescador deve adotar algumas práticas essenciais:

PUBLICIDADE
  • Respeitar os tamanhos mínimos de captura estabelecidos pela legislação, garantindo que os peixes tenham a oportunidade de se reproduzir antes de serem capturados.
  • Evitar a pesca em épocas de reprodução (piracema), permitindo que as espécies completem seu ciclo reprodutivo.
  • Praticar o “pesque e solte” sempre que possível, especialmente com peixes jovens ou espécies ameaçadas.

Além disso, é importante estar atento às regulamentações locais, que podem variar de acordo com a região e o tipo de ambiente aquático. 

O Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, por exemplo, tem promovido a conservação dos recursos pesqueiros na Amazônia brasileira por meio do manejo participativo, envolvendo as comunidades locais na gestão sustentável da pesca.

A seletividade na pesca é crucial para minimizar o impacto no ecossistema e evitar a captura de espécies indesejadas ou em risco de extinção. Isso pode ser alcançado através da escolha adequada de equipamentos e técnicas de pesca.

O uso de anzóis circulares, por exemplo, pode reduzir a mortalidade de peixes capturados acidentalmente, facilitando sua liberação. Já a escolha do tamanho correto de anzol e isca pode ajudar a evitar a captura de peixes jovens ou de espécies não-alvo.

Programas de capacitação, como o mencionado pela Petrobras na Bacia de Santos, que aborda o uso de GPS e sonar na pesca artesanal, são fundamentais para promover práticas mais sustentáveis e eficientes entre os pescadores.

Ao adotar essas técnicas e práticas sustentáveis, os pescadores não apenas aumentam suas chances de sucesso na pescaria, mas também contribuem para a preservação dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas aquáticos. 

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas

BNDES financia com R$ 148,5 milhões usina de biometano no Paraná

Sustentabilidade

BNDES financia com R$ 148,5 milhões usina de biometano no Paraná

Projeto em Toledo deve evitar 80 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano e fortalecer a economia circular na agroindústria

Ubrabio quer aumentar percentual de soja com comprovação ambiental

Sustentabilidade

Ubrabio quer aumentar percentual de soja com comprovação ambiental

Entidade também propõe mudança no cálculo dos CBios para reconhecer diferentes realidades da produção de soja

Frentes parlamentares lançam coalizão para priorizar biocombustíveis

Sustentabilidade

Frentes parlamentares lançam coalizão para priorizar biocombustíveis

Grupo quer incluir metas para o setor no Mapa do Caminho para a transição energética do governo federal

Entidades alertam para risco ambiental com saída de traders da Moratória da Soja

Sustentabilidade

Entidades alertam para risco ambiental com saída de traders da Moratória da Soja

Organizações da sociedade civil afirmam que o cenário compromete diretamente a meta brasileira de zerar o desmatamento até 2030; Abiove não comentou o assunto

PUBLICIDADE

Sustentabilidade

Citrosuco inicia testes com biometano em sua frota de caminhões

Uso do combustível começará em três caminhões por meio de um projeto piloto que vai operar ao redor das áreas de Matão e Araras (SP)

Sustentabilidade

O feijão que melhora a terra e reduz emissões no pasto

Feijão-guandu combina tradição alimentar e agricultura regenerativa, fixando nitrogênio e acelerando a recuperação do solo

Sustentabilidade

TCU indica que 60% da soja do biodiesel não tem comprovação ambiental  

Corte apontou problemas no cumprimento do Renovabio e no mercado de CBios, além de recomendar mudanças ao MME e à ANP

Sustentabilidade

Esse felino é tão raro que é conhecido como gato-fantasma

Com apenas 243 adultos no Brasil, o raro gato-palheiro-pampeano sobrevive nos campos sulinos e atua como termômetro da saúde do bioma

Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.