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Mortandade de peixes em rio de SP pode passar de 100 toneladas, diz associação

Desastre no rio Piracicaba e na região do “mini Pantanal” é investigado pelo MP; mortandade de peixes pode impactar na economia local

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Rafael Bruno | São Paulo | rafael.bruno@estadao.com

17/07/2024 - 18:14

Foto: Gian Carlos/SOS Rio Piracicaba
Foto: Gian Carlos/SOS Rio Piracicaba

O número de peixes mortos no Rio Piracicaba e na região do “mini Pantanal” pode ser maior do que o estimado pelas autoridades. Até a última quinta-feira, 11, a prefeitura de Piracicaba informou que havia recolhido 2,9 toneladas de peixes mortos apenas na zona urbana. 

Número muito aquém da dimensão total, de acordo com Gian Carlos Machado, fundador da Associação SOS Rio Piracicaba. Segundo ele, morrem mais de 100 toneladas de peixes em um curso de 70 km de rio. “Esse montante informado pela prefeitura foi retirado só na área da rua do porto, que fica dentro da cidade”, afirma Gian ao Agro Estadão.

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A mortandade de peixes ganhou repercussão nesta semana, mas as primeiras mortes foram registradas há cerca de dez dias. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) disse que as amostras indicam que o as mortes foram provocadas por resíduos jogados nas águas do rio pela Usina São José.

Segundo a Associação SOS, este é o maior desastre que já se viu na região: “Em 2014 tivemos um de menor proporção, devido à baixa vazão do rio, mas esse é o maior desastre em anos, causado ainda pelo ser humano”.

Impactos da mortandade de peixes no meio ambiente e na economia local

Para Gian, que também é guia de pesca na região, os impactos serão enormes, prejudicando, além do meio ambiente, a economia local. “O comércio já sente os reflexos porque não temos mais peixes, o pescador ribeirinho não tem o que pescar para vender e se for vender, o consumidor – sabendo que é de Piracicaba – não  vai comprar devido a contaminação”, comenta Gian Carlos, ressaltando que se o pescador não pescar, também não vai gastar nas lojas locais. 

O prejuízo também deve ser sentido por estabelecimentos turísticos, recreativos e voltados a demais atividades. “Eu, como guia, já estou sendo impactado com a perda de clientes que vinham da região metropolitana para a prática da pesca esportiva”, diz ele. 

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