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Sabia que existem cogumelos que brilham no escuro aqui no Brasil?

Descoberto no Brasil, um cogumelo de apenas meio milímetro prova que a natureza guarda segredos luminosos e vitais para o ecossistema

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Redação Agro Estadão*

11/07/2025 - 08:00

Fases do crescimento de Neonothopanus gardneri. Foto: Cassius Stevani/IQ-USP
Fases do crescimento de Neonothopanus gardneri. Foto: Cassius Stevani/IQ-USP

Imagine caminhar por uma floresta à noite e deparar-se com um mega espetáculo luminoso. Esse cenário mágico é uma realidade proporcionada por cogumelos bioluminescentes. 

Recentemente, pesquisadores brasileiros fizeram uma descoberta surpreendente: um dos menores cogumelos que brilham no escuro do mundo, o Eoscyphella luciurceolata, foi encontrado em solo brasileiro. 

Essa descoberta não apenas encanta os olhos, como também desperta a curiosidade sobre o papel desses fascinantes organismos em nosso ecossistema.

O fenômeno da bioluminescência

A bioluminescência é um fenômeno natural no qual organismos vivos produzem e emitem luz. Nos fungos, esse processo ocorre por meio de reações químicas complexas que envolvem enzimas e substratos específicos. 

Embora a bioluminescência não seja exclusiva dos cogumelos, nesses organismos ela desempenha um papel ecológico intrigante.

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A luz emitida pelos cogumelos bioluminescentes serve a diversos propósitos. Pode atrair insetos, como vaga-lumes, que ajudam na dispersão de esporos e afastar predadores. 

Essa capacidade de produzir luz própria é um exemplo fascinante da adaptação evolutiva desses fungos ao seu ambiente.

Conheça os cogumelos que brilham no escuro do Brasil

O Brasil é um verdadeiro tesouro quando se trata de cogumelos bioluminescentes. De acordo com o estudo da Universidade Federal de Santa Catarina (2023), no Brasil já foram registrados mais de 29 espécies de fungos bioluminescentes.

Dessas espécies, 21 pertencem ao gênero Mycena e ocorrem principalmente na Mata Atlântica, especialmente nos estados de São Paulo e Paraná. Entre as espécies brasileiras, destaca-se o Neonothopanus gardneri, conhecido como flor-de-coco.

Considerado o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo, esse cogumelo foi redescoberto após 170 anos, reacendendo o interesse científico por essas espécies luminosas.

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O menor cogumelo que brilha no escuro do mundo

Em uma descoberta que surpreendeu a comunidade científica, pesquisadores identificaram o Eoscyphella luciurceolata no Parque Estadual Caverna do Diabo, em São Paulo. Este minúsculo cogumelo, com apenas meio milímetro de diâmetro, é considerado o menor cogumelo bioluminescente do mundo.

Imagens do Eoscyphella luciurceolata por Cassius Stevani/Pesquisa FAPESP.

O nome científico Eoscyphella luciurceolata faz referência à sua capacidade de produzir luz (luci) e à sua forma de urna (urceolata). Apesar de seu tamanho diminuto, ele desempenha um papel importante no ecossistema. Sua presença é um indicador da saúde e biodiversidade das florestas onde é encontrado.

O professor no Instituto de Química da Universidade de São Paulo, Cassius Stevani, explicou em uma entrevista à Revista Pesquisa FAPESP (2023) que o “desafio é cultivá-los em laboratório para sequenciar o DNA e ver se os genes envolvidos na bioluminescência são diferentes das outras espécies”.

O habitat dos cogumelos que brilham no escuro

Omphalotus nidiformis, encontrado na Austrália. Foto: Adobe Stock

Os cogumelos bioluminescentes prosperam em ambientes específicos, geralmente encontrados em florestas úmidas e ricas em matéria orgânica. No Brasil, a Mata Atlântica é ideal para essas espécies, oferecendo condições para seu crescimento e reprodução.

Esses fungos são frequentemente avistados em troncos de árvores caídas, folhas em decomposição e outros substratos orgânicos. A umidade e a temperatura constantes dessas florestas criam o ambiente perfeito para que esses cogumelos floresçam e exibam seu brilho característico.

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A importância desses habitats vai além de proporcionar um lar para os cogumelos luminosos. Essas áreas são cruciais para a manutenção da biodiversidade, atuando como verdadeiros laboratórios naturais onde diferentes espécies interagem e evoluem.

Para os produtores rurais, a presença desses cogumelos em suas propriedades pode ser um indicador valioso da saúde do solo e da floresta. A conservação de áreas que abrigam esses fungos contribui para o equilíbrio ecológico.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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