Inovação

Plataforma digital do Bradesco estima liberar R$ 1 bilhão de crédito rural até o fim deste semestre

E-agro também oferece marketplace de produtos agrícolas e facilita pagamento para produtores

3 minutos de leitura

29/02/2024

Por: Daumildo Júnior | daumildo.junior@estadao.com

Equilibrando dinheiro
Foto: Adobe Stock

Uma das atuações do E-agro, plataforma digital do Bradesco, é na oferta de produtos financeiros focados em pequenos e médios produtores. Em seis meses desde o lançamento, a empresa liberou R$ 500 milhões em crédito rural. A expectativa é de que até o fim do primeiro semestre de 2024 esse número chegue a R$ 1 bilhão. 

O principal produto é a CPR (Cédula de Produtor Rural), que funciona como um adiantamento da venda de produtos agropecuários. Na prática, o produtor solicita uma CPR, recebe o valor e depois quita essa dívida com a venda da produção agrícola, quando a safra estiver colhida e vendida. Esse recurso é utilizado, em muitos casos, para o financiamento da produção, ou seja, na aquisição de insumos ou maquinários agrícolas. 

Outra possibilidade de financiamento é por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), nas categorias de custeio. Além disso, nesta semana, estarão disponibilizados aportes para custeio de pecuária.

Hoje, todos esses produtos financeiros estão atrelados ao Bradesco. No entanto, a head da plataforma, Nadege Saad, adianta que a intenção é oferecer créditos de outras instituições financeiras. 

“A partir deste ano a gente vai abrir a possibilidade de ter outros produtos de crédito aqui dentro, de outros bancos. A gente nasceu com a proposta de sermos abertos e de poder ter produtos de parceiros”, afirma Saad.

Foto: Wanezza Soares/E-agro

Parceria em marketplace de insumos agrícolas

A agfintech – empresa de agricultura com foco em soluções financeiras digitais – também pode ser considerada uma plataforma de marketplace. Por lá, os produtores podem comprar insumos agrícolas, maquinários e até veículos com empresas parceiras da E-agro. 

Um diferencial colocado pela head é a facilidade para o pagamento por parte do produtor. Na prática, depois que ele adquire um produto, além das opções de pagamento tradicionais (PIX, boleto e cartão de crédito), há também a opção do financiamento por meio da CPR. 

A ideia é encurtar o caminho para o produtor, já que em uma transação normal desse tipo, ele poderia perder a negociação feita com os fornecedores de insumo. Isso porque, na maioria dos casos, a CPR demora para ser liberada e as negociações de mercado têm prazo curto.  

“Fica uma vantagem grande não só para o produtor mas também para a distribuição. Porque às vezes ele perde aquela negociação com o distribuidor por conta de estoque, por conta da evolução de preços durante a safra. E aqui ele consegue fazer em tempo real e a gente tem uma negociação com os próprios distribuidores e fornecedores. Então ele tem aquela negociação garantida”, compara a head da plataforma digital. 

Cenário de crise com quebra de safra ainda não impacta o acesso ao de crédito

As incertezas com relação à safra 23/24 também estão no radar do E-agro. Segundo a head, o quadro ainda está incerto e as movimentações por parte do banco privado dependem de números precisos da quebra.

“Por enquanto, a gente está observando o cenário. Eu acho que ainda não ficou claro, qual é, realmente, [o impacto]. A gente sabe que têm regiões que já ficaram bastante prejudicadas, por exemplo, Mato Grosso, que já colheu aí 90%, mas a gente não tem uma fonte ainda do tamanho da quebra”, analisa Saad em entrevista ao Agro Estadão.

Até o momento, não houve nenhum impacto relacionado à tomada de crédito, segundo Saad. “A gente ainda acredita que vai ser algo bastante localizado e que o Brasil, de forma geral, ainda vai produzir bem”, explica.

Da base de clientes da plataforma digital, 70% são produtores de soja, cultura que deve ter uma redução significativa nos números. A estimativa até o momento da Aprosoja Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) é de que o país colha 135 milhões de toneladas do grão, enquanto a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima 149,4 milhões de toneladas.

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