Economia
Produção de rações cresce 2,2% no Brasil no 1º semestre
Setor de alimentação animal alcança 43,4 milhões de toneladas, aponta Sindirações
Broadcast Agro
11/09/2025 - 10:13

O setor de alimentação animal no Brasil apresentou um crescimento de 2,2% em volume no primeiro semestre de 2025, em comparação com igual período de 2024, atingindo uma produção de 43,4 milhões de toneladas de rações e concentrados. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), em nota, este avanço ressalta a resiliência da indústria, apesar de enfrentar desafios sanitários e comerciais.
Para o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, o avanço se deu pela capacidade de superação da cadeia produtiva de proteína animal, com crescimento na produção e diversificação dos mercados. A avicultura de corte, por exemplo, consumiu 18,9 milhões de toneladas de rações, embora restrições nas exportações devido à influenza aviária tenham prejudicado o setor, que representou um “crescimento tímido”, conforme Zani.
Já a avicultura de postura registrou um aumento de 3,3% no alojamento de poedeiras comerciais, elevando a demanda por rações para 3,7 milhões de toneladas.
Na suinocultura, a produção de rações totalizou 10,6 milhões de toneladas, respaldada pelo crescimento das demandas interna e externa. O setor leiteiro, por sua vez, viu um aumento de 6,1% na captação formal de leite, impulsionando o consumo de rações para vacas em lactação. Na bovinocultura de corte, as exportações cresceram, mas a produção intensiva enfrentou margens mais restritas, resultando em 2,75 milhões de toneladas de rações produzidas para o segmento.
A aquicultura também foi desafiada por condições climáticas e de mercado, com uma demanda de 892 mil toneladas de rações. Estratégias de adaptação foram adotadas na carcinicultura para mitigar perdas, enquanto o segmento de alimentos para animais de companhia se destacou, representando 53,5% do faturamento geral do setor, com uma produção de cerca de 2 milhões de toneladas de alimentos para cães e gatos no primeiro semestre de 2025.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Newsletter
Acorde
bem informado
com as
notícias do campo
Mais lidas de Economia
1
Exportações no ritmo atual podem esgotar cota chinesa da carne bovina antes do 3º tri
2
Países árabes viram alternativa à China para a carne bovina brasileira
3
China não habilitará novos frigoríficos brasileiros pelos próximos três anos, afirma assessor do Mapa
4
Governo estuda regular cota de exportação de carne à China
5
Navios com farelo de soja e milho do Brasil podem não chegar ao Irã, alerta S&P
6
Fila de caminhões trava escoamento da safra pelo porto de Miritituba; veja o vídeo
PUBLICIDADE
Notícias Relacionadas
Economia
Produtores dos EUA pedem ajuda federal com disparada dos fertilizantes
Bloqueio marítimo e tarifas comerciais elevam custos e ameaçam início da nova safra no Cinturão do Milho
Economia
Belagrícola pede recuperação extrajudicial unificada
Petição apresentada à Justiça reúne apoio de 51,31% dos créditos e contesta decisão que rejeitou estrutura original
Economia
Aprosoja Brasil cobra medidas contra restrição de diesel no campo
Aprosoja alerta para risco de desabastecimento e preços abusivos após cancelamentos de entregas no RS
Economia
Protesto marca abertura da Expodireto Cotrijal no RS
Produtores gaúchos fizeram cortejo fúnebre para denunciar endividamento e cobrança de royalties
Economia
Lavoro vende gestão da distribuição agrícola no País à Arcos
Gestora assume operação de insumos no Brasil em meio à reestruturação da companhia
Economia
Guerra no Oriente Médio: alta do diesel e fertilizantes preocupa, aponta CNA
Com o Irã entre os principais destinos do milho brasileiro, setor avalia efeitos da guerra e já registra aumento nos custos logísticos
Economia
Argentina confirma 3º foco de gripe aviária em aves comerciais
Senasa delimita área de raio de 3 km e monitora movimentação de aves e insumos para evitar disseminação do vírus
Economia
Grãos disparam em Chicago com explosão do preço do petróleo
Petróleo rompe US$ 100 com guerra no Oriente Médio e favorece o setor de grãos e oleaginosas, utilizadas na produção de biocombustíveis