Economia
Setor sucroenergético em Pernambuco tem prejuízo de R$ 500 milhões
Cadeia produtiva sente os impactos da vigência das tarifas dos EUA, queda no preço da tonelada da cana e alta nos custos de produção
Redação Agro Estadão
04/02/2026 - 17:04

O setor sucroenergético de Pernambuco estima um prejuízo de R$ 500 milhões na cadeia diante da permanência das tarifas adicionais de 50% impostas pelos Estados Unidos no último ano. Apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a retirada parcial da tarifa extra sobre as exportações brasileiras de alguns produtos, o açúcar não foi isento.
O cenário é agravado pelo quadro de custos em alta e preços em queda. De acordo com cálculos da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), de agosto a dezembro de 2025, a moagem das 13 usinas ativas no Estado caiu 18,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. O valor da cana, mesmo com custos de produção maiores, reduziu 20,4%, com a tonelada comercializada por R$ 137,23 em média, ante R$ 172,46 do período anterior.
Em busca de atenuar os efeitos em cascata no setor, que emprega 50 mil trabalhadores em 50 municípios pernambucanos, representantes da cadeia têm se reunido com dirigentes da Casa Civil do Estado. Um novo encontro está marcado para esta quinta-feira, 5, com o secretário estadual da Casa Civil, Túlio Vilaça, no Palácio dos Campo das Princesas.
Há a expectativa para o anúncio de algumas ações. Entre elas, está a aquisição e entrega de adubo para reduzir os custos de produção da matéria-prima do açúcar, etanol e da cachaça. “É um dos pleitos que fizemos à governadora Raquel Lyra”, ressalta Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP.
Além de representantes da AFCP, ainda devem participar do encontro dirigentes do Sindicape, Sindaçúcar, Sindicatos de Trabalhadores Rurais e deputados estaduais.
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