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Economia

Preço do frete sobe 1,11% em novembro, após 3 meses de recuos

Valor médio por quilômetro rodado passou de R$ 7,23 para R$ 7,31, segundo os dados do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR)

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Broadcast Agro

08/12/2025 - 15:11

Índice que mede o preço do frete é baseado em 8 milhões de transações anuais. Foto: Adobe Stock
Índice que mede o preço do frete é baseado em 8 milhões de transações anuais. Foto: Adobe Stock

O preço médio do frete por quilômetro rodado no país registrou alta de 1,11% em novembro, após três meses de recuos. O valor médio nacional passou de R$ 7,23 em outubro para R$ 7,31 em novembro, segundo os dados do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base na plataforma Repom.

O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição é levantada com base nos dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom.

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Segundo a empresa, o avanço é decorrente de “um conjunto de variáveis econômicas que voltaram a pressionar os custos do transporte”.

“O preço do diesel, principal insumo do setor, apresentou um discreto avanço no mês. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 ficou 0,16% mais caro em novembro, atingindo média de R$ 6,22, enquanto o diesel comum manteve o valor de R$ 6,19 registrado em outubro. Mesmo discretas, essas variações costumam repercutir rapidamente na formação do frete”, justificou a companhia, em nota.

Outro fator de pressão seria a taxa básica de juros em patamar elevado, encarecendo o crédito e aumentando os custos financeiros da operação, o que diminuiria a margem de manobra das transportadoras, diz o texto.

“No agronegócio, a estratégia adotada por parte dos produtores de reter estoques de soja para comercialização no segundo semestre incrementou o volume de cargas em circulação, sustentando a demanda por fretes e pressionando preços em algumas rotas”, acrescentou. “O período da Black Friday também exerceu influência sobre o mercado. A data, marcada por forte movimento no varejo, acelerou a demanda por fretes em algumas indústrias, especialmente no setor de bens de consumo e eletroeletrônicos, contribuindo para o aumento do volume de cargas e pressionando os preços em determinadas rotas.”

Apesar da elevação em novembro, a expectativa para o fim do ano é de ajustes apenas pontuais. “A alta do frete por quilômetro rodado observada em novembro é resultado de fatores conjunturais, como o leve aumento do diesel e a dinâmica do agronegócio neste período. Ainda assim, o mercado permanece equilibrado, sem grandes saltos de demanda ou custos. A expectativa é de estabilidade na virada para 2026”, avaliou Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete, na nota.

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