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Economia

Protesto marca abertura da Expodireto Cotrijal no RS

Produtores gaúchos fizeram cortejo fúnebre para denunciar endividamento e cobrança de royalties

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Redação Agro Estadão

09/03/2026 - 15:02

Produtores gaúchos dizem que bancos desrespeitam seus direitos. Foto: APER/Divulgação
Produtores gaúchos dizem que bancos desrespeitam seus direitos. Foto: APER/Divulgação

A abertura oficial da Expodireto Cotrijal, nesta segunda-feira, 9, em Não-Me-Toque (RS), foi marcada por uma manifestação de agricultores gaúchos. Vestidos de preto e carregando cruzes de madeira, produtores rurais realizaram um cortejo fúnebre e percorreram os corredores da feira, que é uma das maiores do agronegócio da América Latina.

“Fizemos um percurso de cerca de seis quilômetros, saindo da comunidade de Invernadinha até a frente da Expodireto, como um cortejo fúnebre simbólico, com um caixão e cruzes em homenagem àqueles que tombaram, que não aguentaram a pressão do sufoco financeiro”, descreve Arlei Romeiro, presidente da Associação dos Produtores e Empresários Rurais (APER). A mesma organização realizou manifesto semelhante durante outra feira gaúcha, a Expointer, em setembro passado.

CONTEÚDO PATROCINADO

Romeiro explica que o foco central da mobilização segue sendo o endividamento dos produtores rurais e, sobretudo, o descumprimento da legislação que regulamenta a Política Pública de Crédito Rural por parte das instituições financeiras, em especial, das cooperativas de crédito. Ele afirma que os direitos dos agricultores gaúchos vêm sendo sistematicamente negados por instituições financeiras.

“O Manual de Crédito Rural e a Súmula 298 do STJ dizem que a prorrogação em caso de frustração de safra é um direito do produtor e não uma faculdade da instituição financeira”, reforça o dirigente.

Caixão e cruzes deverão permanecer expostos na entrada do parque durante todo período da feira, diz associação de produtores. Foto: APER/Divulgação

Cobrança de royalties

Além da questão do endividamento, o grupo também entregou documentos à empresa Bayer pedindo esclarecimentos sobre a cobrança de royalties de sementes e sobre a multa de 7,5% que está sendo aplicada nas moegas. Segundo os produtores, a cobrança não tem base legal. O tema já vem sendo contestado na Justiça por sindicatos rurais e entidades que representam o agronegócio. “A iniciativa privada pode aplicar multa desde que seja estabelecida em contrato. Os produtores não têm contrato estabelecido com a Bayer para pagar essa multa de 7,5%”, argumenta Romeiro.

Durante toda a semana, o caixão e as cruzes deverão permanecer expostos na entrada do parque da feira, planeja a Associação. “Na sexta-feira, quando a Expodireto se encerrar, queremos simbolicamente sepultar essa falta de atenção. E daqui para frente, que aqueles que nos representam tenham a consciência que o produtor rural, especialmente o gaúcho, não mais aceitará em silêncio toda essa quantidade de irregularidades, de falta de atenção”, conclui Romeiro.

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