Economia
No Paraná, chuvas ajudam produtores de trigo e cevada, afirma Deral
Triticultores paranaenses devem plantar cerca de 850 mil hectares. Quase 80% da área já foi semeada
Redação Agro Estadão
11/06/2025 - 11:09

As chuvas dos últimos dias no Paraná têm favorecido o plantio e o desenvolvimento do trigo, principal cultura de inverno do estado. Os triticultores paranaenses devem plantar cerca de 850 mil hectares, 25% a menos que os 1,1 milhões de hectares do ciclo anterior. Até agora, aproximadamente 78% da área prevista foi semeada.
Mesmo com a redução, as precipitações vieram no momento certo e as perspectivas são favoráveis, de acordo com o relatório de Condições de Tempo e Cultivo, divulgado nesta terça-feira, 10, pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
Segundo o Deral, o controle fitossanitário continua e registra baixa incidência de pragas e doenças. As precipitações favorecem também os 22% que decidiram plantar de forma tardia, contribuindo para uma expectativa positiva quanto à produtividade.
Outra cultura beneficiada foi a cevada, que registrou 39% dos 94,3 mil hectares plantados. Nas regiões onde entrou na fase de desenvolvimento vegetativo, as chuvas também foram consideradas adequadas. Nas demais, em que o plantio começou tardiamente, os estudiosos observam avanços mesmo com a umidade.
Ainda de acordo com o boletim, a formação de pastagens tem bom desempenho, favorecendo a produção de massa verde e a melhora nas condições de alimentação animal.
Colheita
Por outro lado, as chuvas prejudicaram produtos em fase de colheita, impossibilitando o trabalho a campo.
Na cafeicultura, a colheita está atrasada e caminhando de forma lenta devido às chuvas, que também prejudicam a secagem e a comercialização. De acordo com os técnicos do Deral, foram registradas perdas na granação e ataques do bicho-mineiro. Mesmo assim, as produtividades ainda são consideradas boas nas principais regiões produtoras.
O corte da cana-de-açúcar teve interrupções temporárias, mas segue dentro do previsto. Ao contrário do feijão de 2ª safra, que teve a colheita retardada. O excesso de umidade provocou perda de qualidade, mas a preocupação continua porque algumas lavouras foram dessecadas e continuam a campo aguardando tempo firme para serem retiradas.
Os municípios que estavam em período de colheita do milho 2ª safra precisaram interromper os trabalhos, porém, sem impacto expressivo na produção. Já aqueles em que a cultura estava na fase de enchimento dos grãos, o clima é favorável para um bom potencial produtivo. Segundo os especialistas, as geadas registradas foram pontuais e não devem causar prejuízo significativo.
Os produtores que optaram por uma segunda safra de soja têm dificuldade com o término da colheita. Para o restante, a comercialização tem sido lenta em função dos preços não atrativos, gerando preocupação com o armazenamento da próxima safra de milho.
Algumas lavouras de banana e hortaliças tiveram danos na região Norte, em função do granizo. No Sul, as geadas pontuais afetaram as folhosas, embora o uso de proteção tenha minimizado as perdas. Os produtores de mandioca seguem com a colheita e o preparo do solo para a próxima safra. Muitas áreas já estão prontas para o plantio, mas a maturação incompleta das manivas tem atrasado o início das atividades.
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