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Economia

Fundecitrus: cresce a incidência da podridão-de-ramo nos pomares

Fator que mais tem favorecido a ocorrência da doença nos pomares paulistas é o estresse térmico e hídrico

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Broadcast Agro

02/04/2025 - 17:05

Foto: Adobe Stock
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A maior incidência da podridão-de-ramo nos pomares de citros no cinturão citrícola do País, sobretudo no Sudeste, tem preocupado produtores, informou nesta quarta-feira, 2, o Fundecitrus, em nota. Segundo o comunicado, o principal motivo da maior disseminação da doença é o estresse ao qual as plantas de citros foram submetidas no primeiro bimestre, com excesso de calor, períodos de seca acentuados e ataque de outras doenças, como greening.

A doença é causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, conhecidos como “fungos Bot”, que incluem Lasiodiplodia e Dothiorella, diz o Fundecitrus. “Eles podem permanecer na planta sem causar danos, mas se tornam patogênicos quando a árvore entra em situação de estresse”, diz a nota.

Os fungos Bot provocam podridão nos ramos, pedúnculos e frutos, além de rachaduras na casca dos ramos e, em casos severos, parte da copa ou toda ela pode secar. Há também exsudação de goma, especialmente em tecidos mais jovens.

Segundo o pós-doutorando do Fundecitrus, Thiago Carraro, o fator que mais tem favorecido a ocorrência da doença nos pomares paulistas é o estresse térmico e hídrico. “Tivemos um período de altas temperaturas e déficit hídrico em fevereiro e março deste ano, o que deixou as plantas bastante afetadas”, diz, na nota. “Em algumas situações, além das questões climáticas, as plantas também estavam com outras doenças, o que as deixaram vulneráveis à infecção pelos fungos Bot.”

O pesquisador Geraldo Silva Junior, do Fundecitrus, explica ainda que, com as chuvas, o ambiente ficou úmido e propício para a multiplicação dos fungos, que “infectaram e colonizaram os tecidos das plantas e os sintomas foram observados”.

Segundo ele, essa dinâmica também tem ocorrido em algumas safras nos meses de setembro e outubro, períodos nos quais a ocorrência da doença pode aumentar.

Para reduzir os impactos das podridões de fungos Bot, o manejo da doença requer integrar práticas culturais, controles químico e biológico e mitigação de estresses, que pode ser feito com protetores solares para redução da temperatura. O citricultor deve realizar também o manejo adequado das outras doenças.

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