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Economia

Entidades do agro se manifestam a favor de abertura de leilão do Tecon Santos 10

Organizações que dependem diretamente da eficiência logística do Porto de Santos alegam prejuízos por causa da insuficiência operacional

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Broadcast Agro

03/12/2025 - 17:25

Juntas, as entidades movimentam dezenas de bilhões de dólares pelo Porto de Santos. Foto: Adobe Stock
Juntas, as entidades movimentam dezenas de bilhões de dólares pelo Porto de Santos. Foto: Adobe Stock

Quatro importantes entidades do agronegócio brasileiro se manifestaram em defesa da abertura imediata do leilão do Tecon Santos 10 – terminal de contêineres localizado no Porto de Santos. Em comunicado, “as quatro entidades reafirmam que a abertura imediata do leilão do Tecon Santos 10, de forma ampla e tecnicamente fundamentada, é essencial para assegurar eficiência logística, ampliar a capacidade do Porto de Santos, reduzir custos operacionais e garantir que o agronegócio brasileiro – responsável por quase metade da balança comercial – continue crescendo com competitividade, previsibilidade e aderência ao interesse público”.

As organizações que assinam o documento são o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Comitê de Logística da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o Conselho Deliberativo da Associação de Exportadores de Açúcar (Aexa) e a União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Juntas, segundo a nota, “movimentam dezenas de bilhões de dólares em exportações e dependem diretamente da eficiência logística do Porto de Santos, principal porta de saída da produção agrícola brasileira”.

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A Anea destacou que “decisões sobre o Tecon Santos 10 devem seguir critérios técnicos e refletir a realidade enfrentada pelos usuários do porto. As 17 associadas da entidade, responsáveis por mais de 90% das exportações brasileiras de algodão, defendem transparência, previsibilidade e assertividade no processo, essenciais para um setor que somou mais de US$ 4 bilhões em exportações em 2024”.

A Aexa ressaltou que “o Brasil segue como maior produtor mundial de açúcar, com quase 44 milhões de toneladas na safra 2024/25, das quais 80% são exportadas. Para a entidade, o Porto de Santos já não acompanha o ritmo de crescimento da produção e precisa ampliar sua capacidade”.

A Aexa manifestou apoio integral ao entendimento do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antônio Anastasia, incluindo a diretriz de desinvestimento para operadores que já atuam no porto, e defende que o leilão deveria ter ocorrido há muito tempo.

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O Cecafé alertou para os prejuízos acumulados pelo setor em virtude da insuficiência operacional atual, incluindo R$ 98 milhões em detention e armazenagem adicional, e milhares de contêineres retidos ao longo do ano. A entidade afirmou que o debate público precisa se basear em dados e análises técnicas, não em narrativas, e reiterou sua confiança nos pareceres da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), TCU e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para o setor, a abertura do leilão é fundamental para recuperar eficiência logística e competitividade.

A Unem manifestou apoio incondicional à realização de um leilão amplo e sem restrições, por considerar que apenas a competição plena entre os maiores operadores globais garante eficiência, preços competitivos e serviços de qualidade para os usuários do porto.

Criada em 2017, a entidade representa empresas que deram origem a uma das indústrias mais dinâmicas do País – a do etanol de milho -, que revolucionou a produção de biocombustíveis e impulsionou o setor de proteína animal. A Unem destacou que a abertura de mercados internacionais depende diretamente da logística marítima e que o Porto de Santos é decisivo para a competitividade do etanol e de seus coprodutos.

A entidade defende que a participação irrestrita, inclusive de operadores já atuantes no porto, aumenta investimentos, modernização e integração com rotas globais. Para a Unem, uma licitação ampla, conforme apontado no voto do ministro Anastasia e validado pelo rigor técnico do TCU, é a única forma de garantir serviços eficientes, redução do custo Brasil e ampliação da competitividade da produção nacional.

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