Economia
Cepea e Abiove projetam crescimento de 11% do PIB da cadeia da soja e do biodiesel
Em 2025, renda também tem estimativa de crescimento após três anos de queda
Redação Agro Estadão
21/07/2025 - 11:47

O PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve ter uma alta de quase 11% ainda em 2025. Além disso, estima-se que a cadeia represente 21,7% do PIB do agronegócio e 6,4% do PIB nacional. Os números projetados foram divulgados nesta segunda-feira, 21, em um estudo feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
“O forte avanço no PIB da cadeia está atrelado à safra recorde no Brasil (que pode somar 169,7 milhões de toneladas, segundo a Abiove) e ao aumento no processamento da oleaginosa”, explicaram os pesquisadores, que ainda apontam uma perspectiva de “desempenho recorde” para o processamento.
Esse cenário é motivado também pela ampliação da mistura obrigatória do biodiesel no diesel que vai passar de 14% para 15% a partir de agosto. “A demanda consistente por óleo também tem contribuído para manter a atividade industrial em patamares elevados”, acrescentam as instituições responsáveis pelo estudo.
De acordo com as etapas de produção, o levantamento aponta que todos os segmentos devem apresentar crescimento do PIB:
- Insumos: 3,17%;
- Fazendas/Produtores rurais: 24,11%;
- Agroindústria: 3,21%;
- Agrosserviços: 8,24%.
A renda da cadeia da soja e do biodiesel também deve ter aumento significativo após três anos de queda. A estimativa é de que o crescimento seja de 18,24%.
Balanço do ano
Os preços da oleaginosa caíram ao longo dos seis primeiros meses do ano, mesmo assim continuaram maiores do que o registrado em igual período de 2024. No mercado de trabalho da cadeia, houve aumento de 7,46% no número de pessoas ocupadas, com cerca de 2,44 milhões de trabalhadores empregados.
As exportações no primeiro trimestre foram de 27,91 milhões de toneladas. Essa quantidade é 1,15% maior do que o observado entre janeiro e março do ano passado. Porém, o valor caiu 11,46%, somando US$ 11 bilhões.
“A queda no valor se deve aos menores preços de exportação, o que reflete, sobretudo, a perspectiva de safra global recorde em 2024/25”, indicam os pesquisadores. A China continua sendo o principal comprador da soja em grão e registrou aumento de 6,7% no volume nesses três primeiros meses de 2025.
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