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Economia

Café: importadores tentam dividir o custo das tarifas com o Brasil

Para evitar o repasse do custo ao consumidor dos EUA, compradores tentam dividir os 50% com exportadores brasileiros

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Redação Agro Estadão

07/08/2025 - 13:20

Foto: Adobe Stock
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Importadores norte-americanos já tentam renegociar contratos futuros de café, buscando repartir parte das tarifas de 50% com alguns produtores, exportadores e cooperativas brasileiras. A informação é da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). 

Segundo Vinicius Estrela, diretor-executivo da BSCA, esse movimento ocorre em uma tentativa da indústria norte-americana de evitar o repasse do custo de importação desse produto ao consumidor do país. “A BSCA continua a trabalhar junto ao governo americano e às entidades americanas e brasileiras no sentido de diminuir os impactos negativos da entrada em vigor da tarifa de mais 50% sobre o café especial brasileiro”, salientou, em vídeo (abaixo).

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Antes das tarifas entrarem em vigor, associações do setor cafeeiro dos Estados Unidos tentaram sensibilizar o governo de Trump sobre o impacto negativo que o tarifaço teria no mercado doméstico, mas sem sucesso. 

Em estudo, a National Coffee Association apontou que, a cada US$ 1 em café importado pelos Estados Unidos acaba gerando um valor estimado de US$ 43 no país — o maior consumidor mundial da bebida. Diariamente, os consumidores norte-americanos gastam mais de US$ 300 milhões em produtos de café, quase US$ 110 bilhões por ano.

Cerca de uma semana antes das tarifas entrarem em vigor, o secretário de comércio norte-americano, Howard Lutnick, afirmou que o café poderia entrar na lista de isenções. No entanto, a promessa não se concretizou, ameaçando, o que o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) classifica como uma ‘relação de interdependência entre Estados Unidos e Brasil’. 

“Seguiremos trabalhando para que o café entre na lista de isenções do Brasil, sendo excluído da taxação adicional de 40% e passando a ser tributado com os 10% do primeiro anúncio, em abril, o que colocaria o país em condições de igualdade ou até mesmo em vantagem na comparação com os principais concorrentes fornecedores aos EUA”, disse o Cecafé, em comunicado. A entidade tem a expectativa positiva para que um dos cenários aconteça. 

Vinicius Estrela, diretor-executivo da BSCA



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