Economia
Avanço da vassoura-de-bruxa leva Embrapa a limitar acesso no Amapá
Estatal confirma infecção em uma unidade em Porto Grande; MAPA já declarou estado de emergência fitossanitária nos Estados do Amapá e Pará
Redação Agro Estadão
02/09/2025 - 12:02

A Embrapa restringiu o acesso a todos os seus campos experimentais no Amapá para conter a vassoura-de-bruxa da mandioca, doença causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae (também conhecido como Rhizoctonia theobromae). A medida, válida desde janeiro em áreas do Cerrado, passa a incluir os campos de Fazendinha, em Macapá, e de Mazagão.
Segundo a estatal, a decisão foi tomada após a confirmação da infecção em uma unidade de produção de maniva-semente em Porto Grande (AP). De acordo com a nota, os funcionários que atuam nessas unidades continuarão com suas atividades, mas com restrições. “Foram adotadas práticas de biossegurança, como a desinfecção de calçados e veículos, e a proibição do trânsito entre setores do campo sem higienização adequada”, diz o texto.
As equipes intensificarão o monitoramento das lavouras e receberão treinamento para identificar sintomas da praga. O Banco de Germoplasma de mandioca, mantido em Mazagão, está entre os ativos prioritários a serem protegidos.

Emergência fitossanitária
O Ministério da Agricultura (Mapa) declarou estado de emergência fitossanitária nos Estados do Amapá e Pará em janeiro e criou, em março, o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Vassoura-de-Bruxa da Mandioca. O PVBM estabelece “critérios e procedimentos” para lidar com a doença que tem causado preocupação especialmente nos estados do Amapá e Pará. A iniciativa já está em vigor.
Em maio, o Mapa confirmou a ocorrência de foco da doença em um território indígena no estado do Pará, próximo à fronteira com o Suriname. A detecção teria ocorrido durante inspeções de rotina realizadas em abril deste ano, em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e órgãos estaduais.
A praga na mandioca compromete o desenvolvimento da planta, afetando principalmente as partes vegetativas e reduzindo a produtividade. O manejo adequado é considerado essencial para mitigar os impactos sobre a agricultura familiar e os sistemas tradicionais de cultivo.
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