Economia
Atrasos em embarques afetam exportações de carne suína, que têm queda de 12,5%
Ano acumula crescimento de 18,7% no faturamento obtido com a proteína, que teve as Filipinas, China e Chile, entre os principais destinos
Redação Agro Estadão
05/12/2025 - 18:24

Tanto o volume como a receita das vendas internacionais de carne suína, in natura e processada, registraram queda de dois dígitos em novembro. A quantidade exportada foi de 106,5 mil toneladas, o que é 12,5% abaixo do observado no mesmo período em 2024. O faturamento foi de US$ 248,2 milhões, um saldo 14,9% menor.
“Tanto no caso da carne de frango, como no de carne suína, verificamos os efeitos de atrasos nos embarques em determinados portos, o que gerou efeito nos dados das últimas semanas de novembro, o que gerou diminuição da expectativa dos dados para o mês”, analisa o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.
O México apresentou um crescimento de 226,1% nas compras da proteína brasileira no último mês. Foram 10,4 mil toneladas, atrás apenas das Filipinas, que importaram 28,1 mil toneladas (-2,5%). O Chile aparece em terceiro no ranking dos destinos, com 9,1 mil toneladas (-14,4%), seguido de Hong Kong, com 7,2 mil toneladas (-8,2%) e a China, com 6,9 mil toneladas (-67,2%).
Ano de alta
Os números foram compilados e divulgados pela entidade nesta sexta-feira, 5. Apesar de um novembro abaixo, o desempenho no ano é positivo. A receita gerada com as exportações de janeiro a novembro somam US$ 3,29 bilhões, resultado 18,7% maior no comparativo com o mesmo período de 2024.
Nos últimos 11 meses, os volumes embarcados superam em 10,4% os dados registrados no mesmo período do ano passado. Já são 1,37 milhão de toneladas contra 1,24 milhão de toneladas. Nesta semana, a associação disse que a expectativa é de que o Brasil se torne o 3º principal exportador de carne suína do mundo, ainda neste ano.
Entre os destinos, os principais nesse recorte temporal foram:
- Filipinas, com 350,1 mil toneladas (+49,1%);
- China, com 149 mil toneladas (-32,6%);
- Chile, com 109,1 mil toneladas (+5,8%);
- Japão, com 101,2 mil toneladas (+18,9%);
- Hong Kong, com 99,1 mil toneladas (+1,8%).
O Estado de Santa Catarina aparece como o que mais enviou carne suína para o estrangeiro, com 688,4 mil toneladas de janeiro a novembro. O Rio Grande do Sul, com 317,3 mil toneladas (+17%), o Paraná, com 214,9 mil toneladas (+25,7%), o Mato Grosso, com 34,5 mil toneladas (+0,71%) e Minas Gerais, com 33,7 mil toneladas (+29,6%) completam a lista.
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