Economia
Credores aprovam plano de recuperação judicial do Grupo Manso
Com dívidas que somam aproximadamente R$ 199 milhões, pelo menos 100 credores aprovaram o plano de reestruturação do grupo.
Redação Agro Estadão
05/12/2025 - 16:12

O Grupo Manso, que atua com atividade agrícola em Mato Grosso, teve seu plano de recuperação judicial aprovado por mais de 50% dos credores durante a Assembleia Geral realizada nesta quinta-feira, 4. Cerca de 100 credores votaram a favor da proposta, que prevê a reestruturação de uma dívida estimada em R$ 199 milhões. Com a aprovação, o plano segue para análise e homologação pela 4ª Vara Cível de Sinop (MT).
Um dos pontos centrais do acordo, segundo nota divulgada, é a criação de uma categoria específica de credores, chamada “classe fomentadora”. Para esse grupo, não haverá deságio sobre o valor devido, e os pagamentos poderão ser feitos em até seis anos. A medida foi apresentada como forma de preservar integralmente os créditos daqueles que contribuírem para o processo de reorganização financeira da empresa.
Em nota divulgada, a defesa do Grupo Manso diz que a solução aprovada representa um marco para sua reestruturação, construída em consenso com a maior parte dos credores e sem perda patrimonial para eles. “O grupo pretende agora concentrar esforços na implementação das medidas de ajuste previstas, visando reconstruir competitividade e restabelecer sua posição no mercado”, afirmam.
Origem e operações
Liderado pelo produtor rural Sidnei Manso, o Grupo Manso atua no Norte de Mato Grosso, especialmente em Peixoto de Azevedo. A empresa enfrenta dificuldades financeiras desde 2022, que foram atribuídas a fatores climáticos, queda nos preços das commodities, aumento nos custos de produção, juros elevados e inadimplência de empresas parceiras.
Atualmente, o grupo cultiva cerca de 9 mil hectares, com previsão de expansão para mais de 12 mil hectares nos próximos anos. Na safra principal, toda a área é destinada ao plantio de soja. Na safrinha, o espaço é dividido entre algodão (3 mil hectares), milho (3 mil hectares) e aproximadamente 1.500 hectares voltados ao feijão e outras culturas.
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