Economia
Apesar de cenário duvidoso, setor comemora Show Rural Coopavel
Secretário de agricultura do Paraná avalia Show Rural Coopavel positivamente diante do cenário duvidoso de 2024
Daumildo Júnior | daumildo.junior@estadao.com
11/02/2024 - 18:41

A edição deste ano do Show Rural Coopavel, finalizado no sábado, 09, em Cascavel (PR), “frustrou as expectativas pessimistas”, segundo o secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara.
“[Este é] um ano desafiador, mas o Show Rural, foi um belo de um evento, um grandioso evento. Batendo recorde de público, fechando as contas com um sinal de grandes negócios e um dinamismo ímpar”, afirmou o secretário ao Agro Estadão.
Ortigara entende que este ano reúne um cenário de preocupação para os produtores paranaenses. Segundo ele, há um “grande volume de safra se perdendo” e “combinado com preços ruins para a agricultura”. Por isso, os resultados do evento são comemorados pelo Executivo do Paraná.
A 36º edição do Show Rural Coopavel alcançou R$ 6,1 bilhões em negociações de máquinas, tecnologias, implementos e insumos agrícolas. Além disso, mais de 391 mil pessoas visitaram o espaço, que contou com 600 expositores de diferentes tipos, como startups, empresas agrícolas e de maquinário, organizações e órgãos públicos. Em 2025, o Show Rural acontecerá de 10 a 14 de fevereiro.
Incertezas também para empresas de matérias-primas agrícolas
Parte desses números vem de empresas de insumos. A expectativa segundo o diretor de Negócios Sul de Soluções para Agricultura da BASF, Cássio Kirchner, é de vender mais fungicidas em comparação a outros tipos de defensivos.
“No Sul, temos uma demanda maior de fungicida neste ano. De maneira geral, o que mais comercializamos são fungicidas e herbicidas”, explicou o diretor.
Ele também comentou que as incertezas na produção podem acabar repercutindo nas vendas de insumos. De acordo com ele, o que se observa é uma venda por “mercado spot”, ou seja, de acordo com a demanda do momento, “conforme a necessidade”.
Paraná pede adiamento de dívidas do crédito rural
Sobre as medidas de apoio, o secretário de agricultura disse que o governo estadual tem “capacidade limitada”. Ele lembrou que as medidas de socorro mais eficazes devem ser tomadas pelo governo federal.
“Temos discutido com Brasília, a quem compete a política agrícola, medidas. Ver o drama [dos produtores] e trabalhar os mecanismos que nós temos, especialmente do crédito rural para entender o quadro e postergar as parcelas de investimento, que foram pesadas nos últimos anos e que muita gente terá muita dificuldade em pagar dado esse nível de preço baixo que estamos sofrendo”, completou Ortigara.
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