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Cotações

Preço do boi gordo perdeu 5% desde o anúncio do tarifaço

Cotação média da arroba no país está em R$ 295,00; Agrifatto confirma que frigoríficos estão fora das compras, mas continuam abatendo

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Andrea Russo | São Paulo | andrea.russo@estadao.com

24/07/2025 - 14:44

Foto: Adobe Stock
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Mesmo sem impactos práticos nas exportações de carne bovina para os Estados Unidos, o mercado do boi gordo já sente os efeitos do tarifaço. Segundo a Agrifatto, o preço da arroba caiu 5% desde o anúncio do presidente  norte-americano,.

A arroba do boi gordo, que se recuperava depois de um longo período de baixa do ciclo pecuário, estava precificada, na média nacional, em R$ 312,00 no dia 9 de julho – data do  envio da carta de Trump ao governo brasileiro. Hoje, na média nacional, está cotada em R$ 295,00.

CONTEÚDO PATROCINADO

A tendência de desvalorização dos preços continua. Nesta quarta-feira, 23, segundo levantamento da Agrifatto, o preço finalizou em queda em 8 das 9 praças pecuárias monitoradas. O maior recuo foi no Pará, queda de 1,30% na comparação diária, sendo precificada a R$ 272,07/@. 

A analista e diretora da Agrifatto, Ligia Pimentel, não confirma paralisações nas plantas, apenas de frigoríficos fora das compras. “Não há relato de paralisação de plantas ou de cargas paradas. Apenas frigoríficos fora das compras, mas continuam abatendo”, disse ao Agro Estadão.

Efeitos em Mato Grosso

As incertezas geradas pelas taxações dos EUA também provocaram queda nos preços em Mato Grosso, aponta o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O preço do boi gordo a prazo registrou redução de 2,61% no comparativo semanal, com preço médio de R$ 296,31 a arroba.

Ainda segundo o IMEA, apesar da queda dos preços em Mato Grosso, o estado é pouco dependente das compras norte-americanas. No relatório divulgado nesta semana, o instituto aponta que apenas 7,2% das exportações mato-grossenses de carne bovina têm como destino os Estados Unidos. O principal cliente da carne do estado é a China, com 49% das remessas, além de Chile (5,5%), Rússia (5,3%) e Egito (3,2%).

“MT é pouco dependente dos EUA, já que conta com um mercado externo bem diversificado, o que cria a possibilidade de redirecionamento para países que já importam carne bovina”, informou o relatório.

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