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Agropolítica

México renova programa que elimina tarifa de importação de produtos agropecuários

Proteínas bovina, suína e de frango, além de ovos e milho podem ser beneficiados; ABPA comemora medida

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Daumildo Júnior | Brasília | daumildo.junior@estadao.com | Atualizada em 02/01/2024 às 13h30

01/01/2025 - 18:59

Foto: Adobe Stock
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O governo mexicano prorrogou por mais um ano o PACIC — “Paquete contra la inflación y la carestia”. Esse programa foi criado em 2022 e isenta a importação de uma lista de produtos agropecuários que são utilizados na produção de alimentos que compõem a cesta básica mexicana. Até então, o PACIC estava válido para 31 de dezembro de 2024 e, agora, vai até 31 de dezembro de 2025. O decreto foi publicado na última terça-feira, 31.

Com isso, produtos como carne bovina, suína e de frango, além de milho, ovos e óleo de soja continuam isentos de tarifa de importação no próximo ano. O decreto também inclui nessa lista o trigo e derivados com a justificativa de uma perspectiva de colheita menor em Sonora, principal estado produtor mexicano. Já o arroz foi retirado da listagem. De acordo com o documento, a decisão levou em consideração um plano para impulsionar a produção do cereal nos estados de Tabasco e Campeche. 

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A renovação da medida foi comemorada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “As boas relações entre os países e a sólida parceria construída entre produtores brasileiros e importadores mexicanos indicam que o fluxo de carne de frango e de carne suína do Brasil ao México deverá seguir em ritmo positivo ao longo de 2025, gerando resultados positivos para as duas Nações”, afirmou em nota o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

As exportações de produtos brasileiros agropecuários para o México vem crescendo com destaque para a carne de frango. Em novembro de 2024, o país tornou-se o principal comprador da proteína in natura, com mais de US$ 89 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O México também foi um dos principais destinos da carne bovina in natura de janeiro a novembro de 2024, somando US$ 181,73 milhões.

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