Agropolítica
E30 deve ser aprovado “nos próximos meses” em reunião do CNPE, indica Alckmin
Presidente em exercício, Geraldo Alckmin também disse que vai “trabalhar para acelerar a Ferrogrão”
Daumildo Júnior | Brasília | daumildo.junior@estadao.com
14/05/2025 - 12:18

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse que o aumento do percentual da mistura do etanol na gasolina deve ser aprovado “nós próximos meses”. Segundo Alckmin, o tema deve estar na pauta na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
“O etanol, que era muito de cana, hoje cresce de forma geométrica o etanol de milho. Há uma discussão hoje para a gente passar de 27% para 30% o etanol anidro na gasolina, e o Brasil tem mais de 85% da frota flex, e já foram feitos os testes para passar de 27% para 30% e todos deram positivo, tanto quatro rodas como duas rodas, então está bem encaminhado, e ainda produz o DDG, para a exportação e ração animal”, disse o presidente em exercício durante o 3º Congresso da Abramilho, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 14.
Questionado sobre o prazo para uma decisão oficial sobre o assunto, ele não deu data específica, mas indicou: “Eu acho que deve entrar na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética”.
O ministro também sinalizou o lançamento de um programa para redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Vamos lançar nos próximos dias o IPI Verde. Vamos reduzir o IPI para elétrico, híbrido e etanol. Nós vamos reduzir o IPI para estimular a descarbonização e ajudar no combate às mudanças climáticas”, afirmou.
Defesa da Ferrogrão
O presidente em exercício deve ser mais um a compor o pelotão de defesa da Ferrogrão no governo federal. Os ministérios da Agricultura e dos Transportes também defendem a obra. Já o Ministério de Meio Ambiente e o Ministério dos Povos Indígenas têm resistência ao tema.
A ferrovia está paralisada desde 2021, devido a uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os estudos sobre a construção. Os entraves são principalmente na questão ambiental, já que há alegações de que o traçado impactaria o Parque Nacional do Jamanxim, reserva localizada no Pará.
“Temos que acelerar a Ferrogrão. Vou trabalhar lá no Supremo Tribunal Federal para liberar, porque a Ferrogrão é importantíssima para a logística”, pontuou Alckmin. A jornalistas, o presidente ainda complementou afirmando os benefícios da obra. “A ferrovia é uma reta, não induz ocupação urbana, ela é um tiro. Então, ela é importante do ponto de vista ambiental, evitando o desmatamento, ela é importante do ponto de vista de menor emissão e de competitividade. Isso depende do Supremo Tribunal Federal. Nós vamos procurar colaborar para uma boa solução”, concluiu.
Plano Safra recorde
O representante do governo também falou sobre o próximo Plano Safra. Em discurso sincronizado com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, Alckmin disse que o programa terá valor recorde novamente, e indicou que pode ter mudanças na forma como é gestado.
“Plano Safra neste momento está sendo discutido. Os dois últimos foram recordes e ele precisa ser ainda maior. Nós defendemos até um planejamento de mais de longo prazo para todo ano não ter esse estresse do problema no crédito”, ressaltou.
Ele também defendeu uma ampliação do Seguro Rural. “O Seguro Rural vai ter que crescer porque as mudanças climáticas são uma realidade, quando chove, chove demais, quando faz seca, faz seca demais”, disse.
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