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Agricultura

A lagarta que devasta lavouras e é resistente a produtos químicos

Veja como realizar o monitoramento correto da Helicoverpa armigera e prevenir a resistência aos defensivos

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Redação Agro Estadão*

17/02/2026 - 08:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

A Helicoverpa armigera chegou ao Brasil em 2013 e rapidamente se tornou uma grande preocupação para os produtores rurais. 

Segundo a Embrapa, a Helicoverpa armigera era considerada uma praga quarentenária até 2013, quando foi registrada no Brasil e se tornou uma praga comum.

Essa lagarta causa grandes prejuízos porque ataca muitas culturas diferentes, se reproduz rapidamente e se espalha com facilidade entre as propriedades.

O que é a helicoverpa armigera e por que ela preocupa?

A Helicoverpa armigera é uma lagarta muito agressiva que se alimenta de diversas plantas cultivadas. 

O que torna essa praga tão perigosa é sua capacidade de atacar diferentes culturas, reproduzir-se em grande quantidade e os adultos (mariposas) voarem longas distâncias carregando a infestação para outras áreas.

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Essa lagarta causa prejuízos diretos ao se alimentar de flores, botões florais, vagens e frutos das plantas. 

Quando ataca essas partes importantes da planta, reduz a produção e compromete a qualidade do produto final. Além disso, os furos que faz facilitam a entrada de doenças, aumentando ainda mais os danos.

Outro problema sério é que a helicoverpa desenvolve resistência rapidamente quando o produtor usa sempre os mesmos produtos para controlá-la. 

Principais culturas atacadas e tipo de dano no campo

Helicoverpa armigera
Foto: Adobe Stock

A helicoverpa ataca principalmente soja, milho, algodão, feijão e tomate, mas pode prejudicar outras culturas também. Os danos variam conforme o estágio de desenvolvimento da planta e onde a lagarta está se alimentando. 

Os sinais mais comuns são furos nas estruturas da planta, raspagens na superfície e presença de fezes granuladas escuras (chamadas de “frass”) perto dos locais atacados.

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Quando a lagarta ataca flores e vagens, provoca a queda dessas estruturas ou faz com que os frutos se desenvolvam com defeitos.

Os prejuízos são maiores quando o ataque acontece durante a floração e formação dos frutos. Ataques nas folhas também podem enfraquecer a planta e reduzir sua capacidade de produzir.

Como identificar helicoverpa armigera no campo

Helicoverpa armigera
Foto: Adobe Stock

Identificar corretamente a Helicoverpa armigera evita gastos desnecessários com produtos errados. No campo, a suspeita geralmente começa quando se observa os danos típicos e encontra lagartas se alimentando das flores e estruturas reprodutivas das plantas.

Os principais sinais de infestação são ovos redondos colocados um por vez nas folhas e flores, lagartas pequenas escondidas nas estruturas da planta, danos recentes em botões e flores, e presença das fezes escuras granuladas. 

Durante a vistoria, observe principalmente as partes de cima das plantas onde estão as flores e frutos em formação.

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Para ter certeza de que é realmente Helicoverpa armigera, às vezes é necessário pedir ajuda de um técnico especializado.

Ovos, lagartas e adultos: o que observar

Os ovos aparecem como bolinhas brancas colocadas sozinhas nas folhas e flores. As lagartas pequenas são mais fáceis de controlar e ficam nas partes mais novas e tenras da planta. Conforme crescem, ficam mais resistentes aos tratamentos e causam danos maiores, entrando dentro das vagens e frutos.

As mariposas (adultos) indicam que a praga está chegando na área ou que a população está aumentando. Por isso, usar armadilhas com feromônio (atrativo sexual) para capturar as mariposas ajuda a saber quando intensificar as vistorias.

Manejo integrado: estratégias que funcionam juntas

O manejo integrado combina várias formas de controle: medidas culturais (limpeza da área, controle de plantas daninhas), controle biológico (inimigos naturais) e controle químico quando necessário. 

Essa combinação funciona como várias camadas de proteção, reduzindo a chance da praga criar resistência.

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As práticas culturais incluem eliminar restos de cultura, controlar plantas daninhas que servem de abrigo para a praga e planejar bem as épocas de plantio. O controle biológico usa predadores naturais e produtos biológicos. 

O controle químico deve alternar produtos com diferentes modos de ação e ser aplicado no momento certo, sempre seguindo as recomendações técnicas.

Grupos como o Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas (IRAC-BR) monitoram há anos como a Helicoverpa armigera fica mais forte contra certos produtos.

Por exemplo, ela resiste muito a inseticidas antigos como piretróides e há problemas crescentes com outros mais novos, como diamidas. Até venenos à base de Bt podem falhar em alguns casos.

No site Agrofit do governo federal, há opções naturais aprovadas, como vírus especiais e bactérias que atacam só a lagarta, sem causar danos a outros insetos ou à fauna.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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