PUBLICIDADE

Agricultura

Calor e falta de chuva pressionam soja e milho na Argentina

Estimativa para a soja na região central da Argentina é reduzida em 600 mil toneladas, segundo a Bolsa de Comércio de Rosario 

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão

17/02/2026 - 11:20

Bolsa de Cereales aponta avanço da seca no centro e sul da Argentina.Foto: Adobe Stock
Bolsa de Cereales aponta avanço da seca no centro e sul da Argentina.Foto: Adobe Stock

As condições climáticas na Argentina acenderam um novo alerta sobre a produção agrícola do país. Segundo a consultoria Markestrat, com base no relatório PAS-ECC da Bolsa de Cereales de Buenos Aires, houve avanço da seca e deterioração da condição hídrica no centro e no sul da área agrícola do país.

De acordo com o relatório, a queda dos índices de umidade do solo está concentrada especialmente no sul de Santa Fé, no centro-leste de Entre Ríos, no sul de Buenos Aires e em La Pampa.

Conforme adiantado pela consultoria Markestrat ao Agro Estadão, o calor intenso nessas regiões pode reduzir a safra argentina de milho em até 10 milhões de toneladas. “O milho tardio (segunda safra), que atravessa o enchimento de grãos com falta de água, teve classificação de regular a más condições, aumentando cerca de dois pontos percentuais”, reportou a consultoria.

Impacto na soja 

Também há piora nas condições das lavouras de soja, com áreas classificadas entre regular e más condições. “Muitas plantas enfrentam estresse hídrico justamente nas fases reprodutivas, período mais sensível para a definição do potencial produtivo”, disse a consultoria.

A Bolsa de Comércio de Rosario (BCR) aponta que a estimativa da colheita de soja para a região central do país foi reduzida em 600 mil toneladas, passando para 17,2 milhões de toneladas, volume 5% inferior ao potencial calculado no fim de dezembro. No sul da província de Santa Fé, os danos são estimados entre 30% e 40% na soja.

Produção e rendimento da soja na região de Rosário. Fonte: BCR

Há recuperação com a volta das chuvas?

As chuvas que retornaram à região em fevereiro estão ajudando a frear a deterioração em parte da área agrícola. A BCR lembra que, no mesmo período do ano passado, as estimativas também haviam sido revisadas para baixo. Entretanto, com o retorno das chuvas entre fevereiro e início de março, a produtividade média se recuperou, encerrando a safra próxima da meta inicial.

Ainda assim, a recuperação dependerá da consolidação das chuvas nas próximas semanas, sobretudo nas áreas que ainda não sofreram perdas irreversíveis.

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE
Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.