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Pecuária

Ilha do Marajó planeja criar ‘universidade do búfalo’ para liderar pesquisas no Brasil

Região concentra o maior rebanho de búfalos do País, com estimativas entre 650 mil e 800 mil animais

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Redação Agro Estadão*

01/02/2026 - 05:00

Animal está no cotidiano dos moradores da Ilha do Marajó. Foto: Adobe Stock
Animal está no cotidiano dos moradores da Ilha do Marajó. Foto: Adobe Stock

O búfalo é mais do que um símbolo cultural da Ilha do Marajó (PA). Ele movimenta uma cadeia produtiva estratégica para a economia local. A região concentra o maior rebanho bubalino do País, com estimativas que variam entre 650 mil e 800 mil animais — a maior parte distribuída entre os municípios de Soure, Chaves e Cachoeira do Arari. O animal está presente no cotidiano de quem mora no arquipélago, seja no transporte, na segurança pública ou na gastronomia, com destaque para o tradicional filé mignon com queijo de búfala.

De olho no potencial econômico da bubalinocultura, a família responsável pela Fazenda e Empório Mironga planeja criar o Centro de Estudos da Bubalinocultura. O projeto vem sendo chamado de “universidade do búfalo”. A proposta é desenvolver pesquisas aplicadas em genética, manejo e aproveitamento integral do animal. 

CONTEÚDO PATROCINADO

O centro seria o primeiro do País voltado exclusivamente ao tema. “Nós precisamos de gente para estudar melhor o búfalo: melhoramento genético, como agregar valor no leite, no couro, na carne, manejo, questão sanitária. Precisamos estudar e divulgar”, diz o fazendeiro Carlos Augusto Gouvêa, conhecido como Tonga. “Este centro não seria privilégio do veterinário ou do agrônomo, zootecnista e biólogo. Envolveria outras áreas, como um tecnólogo de alimentos, de turismo e medicina”, acrescenta.

Turismo rural

Enquanto o projeto não sai do papel, a família diversifica suas fontes de receita com o turismo de experiência. Criada em 2017, a “Vivência Mironga” oferece visitas à propriedade, permitindo aos turistas acompanhar a produção artesanal de queijo de búfala e as práticas agroecológicas da fazenda. 

A filha de Tonda e presidente da Associação dos Produtores de Leite e Queijo do Marajó (APLQM), Gabriela Gouvêa, conta que a fazenda produzia muito queijo e doce, e havia, então, a possibilidade de aumentar os negócios. “Foi quando entrou o turismo e paramos de tentar essa expansão da produção. Hoje, o turismo responde por dois terços da fazenda”, relata.

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O queijo do Marajó, produzido a partir de leite cru com técnicas tradicionais, é outro ativo relevante da economia local. A luta pela regulamentação dessa produção artesanal levou anos e teve participação decisiva da família Gouvêa, que contribuiu para a criação de uma legislação sanitária específica.

Em 2013, a queijaria da Mironga foi a primeira da região a obter inspeção oficial. Anos depois, o produto conquistou a Indicação Geográfica concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Esse marco ampliou o valor agregado e a visibilidade do queijo marajoara. O processo contou com o apoio técnico e institucional do Sebrae, que auxiliou no diagnóstico, legalização e na organização coletiva dos produtores locais.

*Com informações da Agência Brasil

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