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Pecuária

Biosseguridade na suinocultura: como reduzir riscos sanitários

Controle de acesso, quarentena e limpeza correta garantem produção saudável e estável

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

28/02/2026 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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A biosseguridade é a base para manter os suínos saudáveis, proteger a produção e garantir que o negócio continue funcionando. São medidas práticas do dia a dia que impedem a entrada e o espalhamento de doenças na granja. 

Como pessoas, caminhões, animais e insumos entram e saem constantemente da propriedade, essas práticas se tornam fundamentais para manter o mercado e a estabilidade do setor.

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O que é biosseguridade na suinocultura

Biosseguridade na suinocultura são ações de prevenção e controle para diminuir o risco de doenças entrarem e se espalharem dentro da granja e entre propriedades diferentes. São barreiras físicas, químicas e biológicas que protegem a saúde dos animais.

Quando falta biosseguridade, os prejuízos aparecem rápido: animais morrem mais, ganham menos peso, adoecem mais, etc. 

Normas recentes brasileiras e internacionais destacam que boas práticas de bem-estar (densidade adequada, redução de estresse, manejo cuidadoso) reduzem susceptibilidade a doenças e fazem parte do manejo sanitário global.

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Como as doenças entram na granja: principais vias de risco

As doenças encontram várias formas de chegar até os animais. Trazer suínos novos sem quarentena (período de isolamento para observação) é um dos principais riscos. Pessoas também carregam germes em roupas, calçados e equipamentos quando visitam diferentes granjas.

Caminhões que transportam ração, fazem coleta ou movimentam animais transferem contaminação entre propriedades. Ratos, insetos e pássaros circulam livremente, carregando doenças. 

Água e ração contaminadas, lixo mal cuidado e falhas na limpeza completam os pontos fracos que todo produtor deve conhecer.

Barreiras de biosseguridade na suinocultura

Biosseguridade na suinocultura
Foto: Adobe Stock

As barreiras criam separação entre o ambiente externo e os animais. A propriedade deve ter cerca ao redor e um portão só para entrada, onde acontece o controle de quem entra. A área de transição funciona como filtro, com local para trocar roupa e calçado.

Caminhos internos bem definidos evitam que pessoas passem por locais limpos e sujos ao mesmo tempo. Barreira não é só estrutura física, são regras bem definidas que todos devem seguir.

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Controle de acesso de pessoas

Toda entrada precisa de autorização prévia e registro completo com data, motivo da visita e quais granjas visitou recentemente. As regras de higiene incluem banho quando necessário, troca completa de roupa e calçado exclusivo da granja.

A regra “menos pessoas, menos risco” orienta como organizar visitas por meio de agendamento e acompanhamento constante. O treinamento da equipe cria hábitos padronizados e evita “jeitinhos” que quebram as regras de segurança.

Veículos e equipamentos: limpeza e desinfecção

Caminhões são importantes na transmissão de doenças entre propriedades. A entrada de veículos nas áreas dos animais deve ser limitada, com locais específicos para carga e descarga. 

A limpeza de caminhões e caixas de transporte segue regras definidas conforme o tipo de carga.

Para equipamentos, evita-se usar os mesmos entre setores diferentes. Quando não há alternativas, limpa-se e desinfeta-se entre usos para quebrar o ciclo de contaminação.

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Entrada de animais, quarentena e rotina de higiene

Trazer animais novos é uma das principais fontes de risco. A quarentena funciona como filtro antes do contato com os outros suínos. A compra deve priorizar fornecedores com histórico de saúde comprovado.

O período de isolamento permite observar os animais e a adaptação gradual. Animal novo precisa completar este processo antes de se misturar com os outros.

Limpar remove a sujeira, enquanto desinfetar mata os germes. Pular a limpeza anula o efeito da desinfecção. O processo correto: remover sujeira visível, lavar com água e sabão, secar, aplicar desinfetante na dose certa e respeitar o tempo de contato.

O trabalho por lotes (grupos de animais da mesma idade) evita misturar idades diferentes, diminuindo a transmissão de doenças. O vazio sanitário é o tempo entre a saída e entrada de animais, permitindo limpeza completa e quebra do ciclo de germes.

Controle de pragas e dejetos

Biosseguridade na suinocultura
Foto: Adobe Stock

Pragas interagem diretamente com ração, esterco e instalações. A vedação das construções fecha buracos, instala telas e mantém portas em bom estado. A limpeza constante ao redor elimina abrigos e fontes de alimento.

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Guardar ração em recipientes fechados e elevados do solo impede o acesso de ratos. O programa de controle identifica focos antes que se estabeleçam. O manejo de pragas é ação preventiva contínua, nunca apenas eliminação pontual.

O cuidado inadequado com esterco, lixo e animais mortos atrai bichos que espalham doenças. O local de armazenamento deve seguir caminhos que não passam por áreas limpas da propriedade. Recipientes fechados impedem acesso de animais e pragas.

O descarte inadequado traz problemas para dentro da granja e aumenta riscos sanitários e ambientais.

Monitoramento e registros

A biosseguridade eficaz combina estrutura com gestão adequada. Os registros incluem entrada de visitantes, rotinas de limpeza, casos de doenças, morte de animais e controle de pragas.

O treinamento da equipe e a comunicação clara previnem falhas causadas por pressa. A liderança deve estabelecer padrões, fiscalizar o cumprimento e dar condições para a equipe executar as regras.

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Indicadores como variação de mortalidade, frequência de tratamentos, casos de problemas respiratórios e digestivos permitem detectar tendências. Analisar estes dados possibilita agir antes que problemas virem surtos.

Lembrando que, além de fazer o monitoramento, é obrigatório notificar suspeitas de doenças às autoridades veterinárias.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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