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Pecuária

Setor avícola reforça vigilância após foco de gripe aviária no RS

Doença foi identificada em aves silvestres no Sul gaúcho, mas ABPA descarta risco imediato à produção comercial

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Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento.estadao.com | atualizada às 9h06

06/03/2026 - 05:00

Cerca 12 aves silvestres morreram de influenza em reserva ambiental do RS. foto: Adobe Stock
Cerca 12 aves silvestres morreram de influenza em reserva ambiental do RS. foto: Adobe Stock

Em paralelo às preocupações logísticas por conta da guerra no Oriente Médio, o setor avícola brasileiro também acompanha com atenção a situação sanitária no Brasil, após novos registros de gripe aviária em aves silvestres no Rio Grande do Sul. No ano passado, um caso confirmado do vírus em uma granja comercial do Estado levou à suspensão temporária das exportações brasileiras de carne de frango para diversos mercados, o que afetou o resultado das exportações do setor.

Em entrevista ao Agro Estadão, Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), ponderou que a ocorrência da gripe aviária em aves silvestres é considerada comum e não representa risco imediato para a produção comercial. 

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O primeiro caso em solo gaúcho de 2026 foi registrado na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim. Desde o fim de semana, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) já registrou a morte de 12 aves da espécie coscoroba. A Estação Ecológica do Taim, que tem área total aproximada de 33 mil hectares, foi interditada. O local onde os animais foram localizados fica próximo à fronteira com o Uruguai, que declarou emergência sanitária, em fevereiro, após a detecção de casos de gripe aviária em fauna silvestre. “Isso faz com que a gente dobre os cuidados e a segurança”, afirma Santin.

Ele explica que o ponto central de atenção é evitar a presença da doença em granjas comerciais. Por isso, segundo ele, o setor tem intensificado reuniões com produtores e frigoríficos para reforçar medidas de biossegurança. “Nosso trabalho é para a gente prevenir. Então, tendo um caso como esse, que é corriqueiro, que vai continuar a ter, teve 185 até aqui, a gente tem que aumentar a nossa biosseguridade”, disse. 

Seapi intensifica atuação em Santa Vitória do Palmar

Vigilância Sanitária, gripe aviária, reserva do taim RS
Foto: Sergiane Base Pereira/Seapi

Na data da confirmação do caso no sul do Rio Grande do Sul, terça-feira, 3, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) informou que está atuando na região para aplicar medidas e procedimentos de contingência contra a doença.

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O Serviço de Vigilância Sanitária Animal da Seapi iniciou na quarta-feira (4) visitas técnicas a propriedades com aves domésticas próximas ao foco de gripe aviária na Reserva do Taim. O trabalho abrange 40 criações de subsistência situadas num raio de 10 quilômetros do local.

Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal, Grazziane Rigon, o objetivo é monitorar de perto as aves domésticas para identificar rapidamente qualquer indício da doença e evitar sua disseminação. “As visitas também servem para orientar os produtores, reforçando a importância de observar sinais da doença nas aves e avisar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial caso percebam algo suspeito. Quanto mais rápida a notificação, maior é a chance de evitar que a doença se espalhe”, destaca.

Embora o Plano de Contingência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) defina o raio de 10 km apenas para focos em aves comerciais, a Seapi adotou o mesmo parâmetro como medida preventiva para o caso envolvendo aves silvestres. “Estabelecemos a vigilância dentro desse raio como forma de precaução”, explica Grazziane.

Paralelamente, o órgão estadual realiza ações de educação sanitária junto a autoridades municipais e regionais e em lojas agropecuárias. Também foi intensificada a vistoria em granjas comerciais sob a abrangência da Supervisão Regional de Pelotas, para verificar o cumprimento das medidas de biosseguridade.

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