Economia
Mapa revisa status sanitário de Goiás para cancro cítrico
Doença afeta todas as espécies e variedades de citros de importância comercial., causando prejuízos aos produtores
Redação Agro Estadão
08/05/2025 - 13:39

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nesta quinta-feira, 08, uma portaria sobre o status sanitário do estado de Goiás para a doença de cancro cítrico. A normativa trata não só de todo o território do estado, mas também delimita status para algumas cidades goianas.
De forma geral, Goiás continua com o reconhecimento de Área Sem Ocorrência para a doença. No entanto, a lista de municípios que não tem esse status foi ampliada. Antes, apenas Cachoeira Dourada, Inaciolândia, Itajá, Itarumã, Jataí, Lagoa Santa e Rio Verde tinham um indicativo sanitário diferente. Agora, além dessas cidades, Bom Jesus de Goiás, Cachoeira Alta, Cromínia, Gouvelândia, Itumbiara, Joviânia, Quirinópolis e São Simão foram incluídas.
A instrução normativa do Mapa traz quatro tipos de status diferentes para essa doença: Área Sem Ocorrência, Área Livre de Praga, Área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) e Área sob Erradicação. Com isso, as cidades goianas foram enquadradas assim:
- Área sob Erradicação: Itajá, Itarumã, Jataí, Lagoa Santa e São Simão (o último município ainda não constava nessa listagem);
- Área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR): Cachoeira Dourada, Inaciolândia, Itumbiara, Rio Verde, Bom Jesus de Goiás, Cachoeira Alta, Cromínia, Gouvelândia, Joviânia e Quirinópolis (os últimos seis municípios foram incluídos nesta listagem com a atual portaria);
- Área Sem Ocorrência: demais cidades de Goiás.
O cancro cítrico é uma doença provocada pela Xanthomonas citri subsp. citri e atinge todas as espécies cítricas com uso comercial, como laranjas e limões. Alguns dos efeitos da praga são: desfolha das árvores, lesão nos frutos, redução de produção devido à queda prematura dos frutos e desvalorização na comercialização dos frutos afetados.
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