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Economia

Lucro da 3tentos aumenta 23% no 1º tri com supersafra de soja e novo comando

A companhia conta com 71 lojas, sendo 59 no Rio Grande do Sul e 12 em Mato Grosso

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Broadcast Agro

09/05/2025 - 16:05

Foto: 3tentos/Divulgação
Foto: 3tentos/Divulgação

A 3tentos encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 192,4 milhões, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2024, disse a companhia na quinta-feira, 8, depois do fechamento do mercado financeiro. O resultado foi impulsionado pelo desempenho das três principais frentes da companhia e pela safra de soja no Centro-Oeste.

A receita operacional líquida aumentou 30,6%, para R$ 3,5 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 109,6%, para R$ 288,9 milhões.

CONTEÚDO PATROCINADO

Este é o primeiro balanço divulgado pela companhia após a mudança na presidência executiva, agora ocupada por João Marcelo Dumoncel. Em abril, seu irmão Luiz Osório Dumoncel deixou o cargo de CEO e assumiu a presidência do Conselho de Administração.

Em entrevista ao Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o novo CEO detalhou os fatores que contribuíram para os números do trimestre.

“A indústria segue com margens consistentes. Tivemos crescimento na linha de grãos do trading, com aumento de volume e valor”, disse o executivo. O segmento de grãos teve receita de R$ 1,047 bilhão, aumento de 87,2%.

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Segundo João Marcelo, o principal fator foi a soja produzida em Mato Grosso. “No Rio Grande do Sul, a safra foi menor, mas o volume adicional do Centro-Oeste compensou”, afirmou. O trigo também contribuiu para a receita. “A 3tentos atua como originadora e exportadora de trigo. Houve aumento de volume em relação ao ano anterior”, complementou.

Na indústria, a companhia registrou receita de R$ 1,825 bilhão (+20,2%) e lucro bruto de R$ 397,6 milhões (+58,9%). A produção de farelo e biodiesel respondeu pela maior parte dos resultados. “Foi uma combinação entre os dois. O farelo teve participação relevante e o biodiesel também”, afirmou.

O executivo mencionou o conceito de crush margin, que compara os preços do farelo e óleo com o grão. “Esse indicador tem se mantido estável e se reflete nas margens da indústria”, disse.

O segmento de insumos teve receita de R$ 626,5 milhões, alta de 4,2%. O desempenho foi influenciado pelas vendas em Mato Grosso, principalmente para a safrinha de milho no Vale do Araguaia, enquanto a estiagem no RS afetou a comercialização de defensivos.

O volume de milho originado caiu 1,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. João Marcelo atribuiu o recuo à seca no Sul e à base de comparação. “No primeiro trimestre do ano passado, ainda havia reflexos da safrinha anterior. Neste ano, a seca influenciou.” A expectativa para a safrinha de 2025 é positiva. “A safrinha brasileira deve ser recorde. Esperamos aumento na originação de milho, tanto para o trading quanto para a indústria de etanol”, afirmou.

O retorno sobre capital investido (ROIC) subiu de 18,3% para 21,6%, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) passou de 19,4% para 20,1%. A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, caiu de 0,55 vez para 0,29 vez.

“Seguimos com geração de caixa suficiente para financiar os investimentos. As captações passadas estão direcionadas a projetos como a planta de milho, mas o resultado é operacional”, disse o CEO.

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