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Economia

Frigoríficos adotam “medidas corretivas” para retomar exportações para China

Três plantas frigoríficas brasileiras, sendo uma da JBS, tiveram as exportações suspensas pelo governo chinês

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Redação Agro Estadão

04/03/2025 - 19:20

Foto: Adobe Stock
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Os frigoríficos brasileiros impedidos de exportar temporariamente carne bovina para a China foram notificados e estão adotando medidas corretivas para atender às exigências da Administração Geral de Aduanas da China (GACC), informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira, 4. 

Segundo o Mapa, a GACC notificou o governo brasileiro das suspensões após ter realizado videoauditorias nas plantas frigoríficas, “nas quais foram identificadas não conformidades em relação aos requisitos de importação chineses.” 

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Conforme reportado pelo Agro Estadão, entre os problemas detectados pelo governo chinês, está a presença de vestígios de carrapaticida em um lote de produtos exportados por uma das empresas, a troca de rótulos de um container de carne e o uso de facas não indicadas. 

A lista dos frigoríficos brasileiros suspensos abrange uma unidade da JBS em Mozarlândia (GO), uma da Frisa em Nanuque (MG) e uma da Bon-Mart em Presidente Prudente (SP). 

No comunicado de esclarecimento, o Mapa destacou que, atualmente, o Brasil tem 126 plantas frigoríficas habilitadas. “Quando nós assumimos, tínhamos 12 plantas suspensas. Nós retomamos essas 12 e abrimos mais 43, das 55 desse total de 126. Então, não é coerente que três plantas suspensas impactem a relação comercial”, disse o ministro Carlos Fávaro, em nota. 

O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, afirmou que conversa com o governo chinês e os exportadores seguem com o objetivo de resolver o impasse. “Seguiremos em diálogo com o setor privado exportador e com as autoridades chinesas para solucionar os questionamentos apontados e retomar as exportações dessas unidades”, disse o secretário, também em comunicado. 

O Mapa não estimou um prazo para retomada dos embarques. Entretanto, uma fonte ligada ao setor de carne bovina e envolvida nas negociações disse ao Agro Estadão que a expectativa de retorno dos negócios é de 30 dias. 

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