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Economia

Exportações de carne suína sobem 5,3% no primeiro trimestre de 2024

Mesmo com bom resultado, receitas foram menores e março também registrou queda em volume e valor total

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Da Redação

08/04/2024 - 11:47

Foto: Adobe Stock
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As exportações de carne suína, seja in natura ou processada, somaram 289,4 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, o que representa um aumento superior de 5,3% frente ao mesmo período de 2023, com 274,8  mil toneladas. As informações dos embarques foram divulgadas nesta segunda, 08, pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Apesar dos bons números nos meses iniciais, a receita caiu de US$ 646,3 milhões no ano passado para US$ 597,7 milhões em 2024, o que representa 7,5% a menos. 

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O resultado abaixo das receitas foi puxado pelo mês de março que teve queda nas exportações da proteína. No mesmo mês de 2023, as receitas somaram US$ 248,9 milhões, enquanto neste ano ficaram em US$ 192,8 milhões. O volume embarcado também foi 14% menor do que março do ano passado (91,9 mil toneladas em 2024 frente 106,9 mil toneladas em 2023).

Mesmo com os números de março, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, está confiante para um ano positivo nas exportações brasileiras de carne suína. “Apesar da retração pontual em março, os embarques totais do ano seguem em níveis acima dos registrados no mesmo período do ano passado. É um indicativo importante da manutenção das perspectivas positivas para o ano, especialmente com a consolidação de mercados recentemente abertos ou ampliados para o Brasil”, disse Santin em nota.

O destaque positivo ficou com as Filipinas, que foi o segundo maior destino da proteína em março com 14,6 mil toneladas (+54,8%). Em primeiro ficou a China, com 19,3 mil toneladas (-46,8%) e em terceiro Hong Kong, com 7,4 mil toneladas (-44%).

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Para o diretor de mercados da entidade, Luís Rua, é importante diversificar os destinos diante da diminuição da demanda chinesa. “Os embarques de carne suína vem experimentando elevações comparativas acima de 100% nas vendas para mercados de alto valor agregado, como Japão, Estados Unidos, Canadá e Filipinas”, afirmou em nota.

A ABPA também espera continuar ampliando os embarques para as Filipinas. “No caso do mercado filipino, que já é o segundo maior importador, esperamos ver números ainda mais expressivos nos próximos meses, após o recente estabelecimento da acreditação do sistema brasileiro pelas autoridades do país asiático”, avaliou Rua.

Quanto aos estados exportadores, Santa Catarina foi responsável por 53,9 mil toneladas, Rio Grande do Sul por 18,7 mil toneladas e o Paraná por 10,2 mil toneladas.

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