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Economia

Exportações de carne de frango batem novo recorde com alta de 3% em 2024

Receita do setor também cresceu e atingiu novo patamar histórico; ABPA comemora resultado e projeta cenário positivo em 2025

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Redação Agro Estadão

07/01/2025 - 13:57

Foto: Adobe Stock
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As exportações de carne de frango, in natura e processadas, atingiram novos recordes em receita e volume em 2024. De acordo com dados compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil embarcou 5,2 milhões de toneladas nos doze meses do ano passado — o maior volume da história e 3% superior frente ao volume total exportado em 2023 (5,1 milhões de toneladas). 

Em relação à receita, entre janeiro e dezembro de 2024, os embarques renderam US$ 9,9 bilhões, saldo 1,3% maior em comparação ao total obtido no ano anterior, de US$ 9,7 bilhões.

CONTEÚDO PATROCINADO

No último mês de 2024, o setor exportou 448,7 mil toneladas de carne de frango, volume 4% menor em relação ao saldo de dezembro de 2023, quando o país havia embarcado 467,2 mil toneladas. Já em receita, houve elevação de 4,6%, chegando a US$ 856,9 milhões em dezembro do ano passado, contra US$ 818,9 milhões no mesmo período do ano anterior.

Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, o resultado em 2024 reflete um cenário positivo para o setor também em 2025. “O todo das exportações brasileiras é muito positivo, mostra que a gente começa o ano de uma maneira muito positiva. A rentabilidade que as empresas tiveram em 2024, deve seguir positiva em 2025, não só pelo contexto da situação brasileira, que tem um mercado que está consumidor, mas também pelo contexto do mundo”, destaca ao lembrar que países concorrentes do Brasil no mercado global de carne de frango enfrentam, atualmente, surtos de influenza aviária. 

Paraná lidera exportações estaduais e China permanece no topo dos países compradores, mas reduz compras

Entre os estados exportadores, o Paraná segue na liderança, com 2,1 milhões de toneladas enviadas ao exterior — 4,1% superior ao volume embarcado em 2023. Na sequência, estão: Santa Catarina, com 1,167 milhão de toneladas (+5,7%), Rio Grande do Sul, com 692 mil toneladas (-6,32%), São Paulo, com 297,2 mil toneladas (+1,6%) e Goiás, com 243,9 mil toneladas (+3%).

Em relação aos países compradores da proteína brasileira, a China desacelerou as suas compras em 2024 em comparação com o ano anterior, mas mesmo assim, segue na liderança dos principais mercados, conforme ranking abaixo:

  1. China: 562,2 mil toneladas (-17,6%)
  2. Emirados Árabes Unidos: 455,1 mil toneladas (+3,3%)
  3. Japão: 443,2 mil toneladas (+2,2%)
  4. Arábia Saudita: 370,8 mil toneladas (-1,6%)
  5. África do Sul: 325,4 mil toneladas (-4,4%)
  6. Filipinas: 234,8 mil toneladas (+7%)
  7. União Europeia: 231,9 mil toneladas (+6,9%)
  8. México: 212,5 mil toneladas (+22,6%)
  9. Iraque: 179,8 mil toneladas (+18,1%)
  10. Coreia do Sul: 155,8 mil toneladas (-22,8%)

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