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Economia

Exportações agropecuárias fecham setembro com incremento de 18%

Mesmo sem os Estados Unidos, carne e café cresceram em receita; animais vivos e tabaco também se destacaram nas remessas de setembro

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Redação Agro Estadão

06/10/2025 - 16:27

Soja e milho seguem sendo os principais itens exportados. Foto: Adobe Stock
Soja e milho seguem sendo os principais itens exportados. Foto: Adobe Stock

O Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou os dados da balança comercial de setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor agropecuário teve um crescimento de 18% nas receitas, US$ 6,71 bilhões, e de 17,8% em volume, com 15,78 milhões de toneladas embarcadas. 

Entre os destaques, soja e milho seguem sendo os principais itens exportados. No caso da soja, foram mais de 7,3 milhões de toneladas (+20,2%), o que gerou um faturamento de US$ 3,1 bilhões (+20,2). O milho alcançou uma receita de US$ 1,53 bilhão (+22,5%).

CONTEÚDO PATROCINADO

Outros produtos do setor que tiveram bom desempenho no faturamento foram:

  • animais vivos, exceto pescados e crustáceos: US$ 163,9 milhões (+46,8%);
  • sementes  de girassol, gergelim, canola e algodão: US$ 112,57 milhões (+48,1%);
  • especiarias: US$ 46,48 milhões (+43%); 
  • mate: US$ 13,59 milhões (+44,3%)
  • tabaco bruto: US$ 6 milhões (+91,5%)

Mesmo com as tarifas norte-americanas, o café foi um dos destaques, sendo o terceiro produto do setor mais exportado pelo país. Foram US$ 1,18 bilhão, o que é uma alta de 11%. No entanto, a quantidade embarcada foi menor, indo até 195,8 mil toneladas, o que é 19,5% abaixo no comparativo a setembro de 2024. O motivo para uma receita maior e um volume maior é a valorização do grão. O preço por tonelada subiu 37,8%, chegando a US$ 6 mil a tonelada.

No acumulado do ano, o setor agropecuário tem um crescimento de 2,1% em relação a igual período do ano passado. Ao todo, foram US$ 59,6 bilhões, o que representa 23,1% de toda receita gerada pelas vendas internacionais do país. 

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Carne bovina tem crescimento de 37,3% neste ano 

Os dados do MDIC classificam produtos processados ou beneficiados da agropecuária no setor de indústria de transformação. A carne bovina é um desses itens. De janeiro a setembro, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada teve um crescimento na receita de 37,3% no valor, comando mais de US$ 11,37 bilhões. O volume nessa janela temporal também teve alta de 16,4%, com mais de 8,28 milhões de toneladas vendidas. 

Na análise de setembro, os números também mostram um bom desempenho, com uma receita 55,6% maior, alcançando US$ 1,76 bilhão. O volume cresceu 25,1%, chegando a 314,69 mil toneladas. Esses números são apenas para carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, não considerando, por exemplo, miúdos ou farinhas. 

Outro item na pauta da indústria de transformação são os açúcares e melaços. Foram US$1,3 bilhão de valor em setembro (-26,6%), com um volume de 3,24 milhões de toneladas (-16,3%). 

Além disso, demais produtos do agronegócio presentes neste setor são:

  • carnes de aves e miudezas: US$ 812,84 milhões (-6,1%);
  • celulose: US$ 759,26 milhões (-26,1%);
  • farelos de soja e outros, inclusive farinhas de carnes: US$ 720,8 milhões (+6,7%);
  • carne suína fresca, refrigerada ou congelada: US$ 346,11 milhões (+28,6%);
  • sucos de frutas e vegetais: US$ 265 milhões (-17,4%).

Exportações de tabaco para EUA praticamente inexistem em setembro

Durante a apresentação dos números da balança de setembro, o MDIC foi questionado sobre os 10 principais produtos com maiores quedas nas exportações para os Estados Unidos. Ao menos cinco deles são do setor agropecuário e o mais impactado entre esses foi o tabaco, que teve uma redução de 95,7%. 

Os outros produtos são:

  • carne bovina: -58%;
  • açúcares e melaços: -77%;
  • café torrado: – 29%;
  • celulose: – 27,3% (único que não tem tarifa adicional de 50%).

As exportações gerais para os Estados Unidos, ou seja, de todos os setores do país, foram 20,3% menores em valores e 13,1% abaixo no mês de setembro. Entre os principais destinos, a China teve um crescimento de 14,7% em valor e as vendas para Argentina também registraram aumento de 24,9% na receita.

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