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Como funciona o estômago do boi?

O estômago bovino é dividido em quatro partes, cada uma com uma função específica

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Redação Agro Estadão

11/11/2024 - 13:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

Você sabia que o estômago de boi é completamente diferente do estômago dos humanos? Os bovinos possuem um sistema digestivo complexo, com quatro compartimentos distintos que desempenham papéis específicos na digestão. 

Essa estrutura única permite que o gado converta alimentos fibrosos, como pasto e forragem, em nutrientes essenciais para seu desenvolvimento. 

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Entender o funcionamento do estômago de boi é fundamental para garantir uma alimentação adequada e evitar problemas digestivos que possam comprometer o desempenho e o bem-estar dos animais.

Estrutura do estômago de boi

O estômago dos bovinos é composto por quatro compartimentos: rúmen, retículo, omaso e abomaso. Cada uma dessas câmaras tem uma função única no processo digestivo, colaborando para a transformação eficiente dos alimentos em energia e nutrientes.

Rúmen: O maior dos compartimentos, o rúmen atua como uma câmara de fermentação onde microrganismos decompõem a celulose presente nas fibras vegetais, permitindo que o animal aproveite melhor os nutrientes.

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Retículo: Adjacente ao rúmen, o retículo desempenha um papel importante na formação do bolo alimentar e trabalha em conjunto com o rúmen na fermentação inicial.

Omaso: Conhecido como “folhoso” devido à sua estrutura interna, o omaso é responsável pela absorção de água e alguns nutrientes dos alimentos.

Abomaso: Considerado o “estômago verdadeiro,” o abomaso é onde ocorre a digestão enzimática, semelhante ao processo que ocorre em estômagos monogástricos (de um único compartimento, como o nosso).

Saiba mais detalhes sobre a função de cada compartimento do estômago bovino

Cada compartimento do estômago de boi tem uma função específica, que contribui para a digestão eficiente e a absorção de nutrientes. A seguir, detalhamos o papel de cada um:

Rúmen

O rúmen é o maior compartimento e atua como uma “fábrica de fermentação”. Nele, uma variedade de microrganismos, como bactérias, protozoários e fungos, quebra as fibras vegetais e transforma os carboidratos em ácidos graxos voláteis (AGVs), que são absorvidos pelo organismo do boi e utilizados como fonte de energia. 

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Esse processo também resulta na produção de proteínas microbianas, fundamentais para a nutrição dos bovinos.

Retículo

O retículo, conhecido também como “favo de mel” devido à sua textura interna, trabalha em conjunto com o rúmen na digestão inicial dos alimentos. 

Ele é responsável por selecionar partículas maiores para serem regurgitadas e mastigadas novamente, em um processo conhecido como ruminação. 

Esse processo ajuda o animal a triturar ainda mais as partículas de alimento, facilitando a fermentação e a digestão.

Omaso

O omaso, ou “folhoso”, é o compartimento responsável pela absorção de água e outros nutrientes que restam após a fermentação. 

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Sua estrutura é formada por várias lâminas, ou “folhas”, que aumentam a área de absorção, ajudando a recuperar grande parte da água e dos sais minerais do alimento antes de passar para o abomaso.

Abomaso

O abomaso é o único compartimento do estômago de boi que realiza a digestão enzimática, semelhante ao processo digestivo dos humanos. 

É nesse “estômago verdadeiro” que enzimas digestivas e ácidos quebram as proteínas e outros nutrientes, tornando-os mais facilmente absorvíveis pelo intestino do animal.

Ilustração do sistema digestivo do boi. Foto: Adobe Stock

Importância da digestão ruminante

A digestão ruminante é um dos principais motivos pelos quais os bovinos conseguem extrair nutrientes de alimentos fibrosos que seriam difíceis para outros animais. 

Esse sistema digestivo altamente especializado permite que os bovinos transformem pastagens e outros alimentos de baixo valor nutritivo em proteína de alta qualidade, como carne e leite. 

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Além de melhorar a produtividade, uma digestão eficiente contribui para a saúde e o bem-estar dos animais, reduzindo o risco de doenças e melhorando a eficiência alimentar.

Alimentação adequada para o estômago de boi

Para que o sistema digestivo dos bovinos funcione de maneira ideal, é essencial oferecer uma dieta equilibrada, rica em fibras e adequada às necessidades nutricionais de cada fase de vida do animal. 

Alimentos como feno, silagem e capins são importantes para o bom funcionamento do rúmen e do retículo, pois estimulam a ruminação e a produção de saliva, que atua como um amortecedor natural para o pH do rúmen.

Já os grãos, embora altamente energéticos, devem ser oferecidos com moderação para evitar problemas digestivos, como a acidose. Segundo a Embrapa, uma alimentação balanceada é capaz de aumentar a produtividade e reduzir em até 15% o consumo de ração, proporcionando um melhor custo-benefício na criação bovina.

Problemas comuns no estômago de boi

Os bovinos podem apresentar alguns problemas digestivos, que podem impactar diretamente sua saúde e produtividade. Conheça alguns dos principais:

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Timpanismo: Conhecido também como “empanzinamento,” o timpanismo ocorre quando há um acúmulo excessivo de gases no rúmen, causando desconforto e podendo até ser fatal. 

Acidose: Esse problema ocorre quando há um acúmulo de ácido lático no rúmen, geralmente causado pela ingestão de grandes quantidades de grãos. A acidose pode provocar queda no apetite, perda de peso e problemas metabólicos graves.

Deslocamento de Abomaso: Esse problema é comum em vacas de alta produção e ocorre quando o abomaso se desloca de sua posição normal, interferindo na digestão. É uma condição séria que pode exigir intervenção cirúrgica.

Identificar e tratar esses problemas precocemente é fundamental para evitar impactos negativos na produção. 

Com o avanço das tecnologias na pecuária, diversas inovações têm surgido para melhorar a digestão dos bovinos e, assim, otimizar a produção. 

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O uso de probióticos e aditivos alimentares, por exemplo, ajuda a equilibrar a flora microbiana do rúmen, promovendo uma digestão mais eficiente. 

Além disso, o uso de sensores e plataformas digitais para monitoramento da saúde do rúmen permite que os produtores detectem problemas precocemente e ajustem a dieta conforme necessário.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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