Economia
Com volta das chuvas, safra de verão no Paraná deve alcançar 25,3 milhões de toneladas
Segunda safra também projeta crescimento de 23% em relação ao ciclo anterior
Redação Agro Estadão
20/12/2024 - 10:16

A volta das chuvas trouxe boas perspectivas para a safra de verão no Paraná. A estimativa é que a colheita gere 25,3 milhões de toneladas, um aumento de 19% em relação ao ciclo 2023/24.
Os dados são do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Já para a segunda safra, a expectativa é produzir 16,4 milhões de toneladas, um aumento de 23% em relação ao ciclo anterior.
Milho
Segundo o Deral, as lavouras de primeira safra do milho apresentam ótimas condições e devem ofertar 2,6 milhões de toneladas, 5% a mais que no ciclo anterior.
Na segunda safra, o milho apresentou um aumento sutil de 1% na área plantada, alcançando 2,56 milhões de hectares. Apesar da pouca expansão em área, espera-se um aumento de 24% na produção do grão, com cerca de 15,5 milhões de toneladas.
Feijão
A primeira safra do feijão paranaense, que já teve 5% da produção colhida, pode apresentar problemas por conta da dificuldade em aplicar fungicidas em decorrência das chuvas. Apesar disso, o volume esperado ainda é grande. A estimativa do Deral é que sejam colhidas 329,5 mil toneladas de feijão no período, o dobro do ano anterior.
Na segunda safra, o feijão apresentou uma diminuição de 11% da área plantada, mas, ainda assim, é a segunda maior já registrada pelo Deral. O volume esperado pode superar em 4% a produção de 2023/24 e atingir 694,4 mil toneladas.
Soja
Na primeira safra, a soja deve registrar uma produção de 22,2 milhões de toneladas, se as lavouras se mantiverem em boas condições. Já na segunda safra, a oleaginosa se destacou pelo aumento de área plantada. Os 72,1 mil hectares representam um aumento de 44% em relação ao ano anterior. A produção foi de 189,6 mil toneladas, 41% a mais frente ao ciclo 2023/24.
Batata
A colheita de batata de primeira safra segue em ritmo acelerado, totalizando 23% da área total colhida. No entanto, a produtividade está cerca de 10% menor do que o previsto, com uma diferença de 2 mil toneladas. Segundo a Previsão Subjetiva da Safra do Deral, a previsão da produção da primeira safra de batata é de 528 mil toneladas, enquanto a da segunda safra é de 349,5 mil toneladas.
A estimativa é que haja uma melhora quando as principais regiões produtoras terminarem a colheita. Apesar disso, 97% da safra é de boa qualidade, o que foi favorecido pelo clima.
Café
As expectativas para o café são boas. O clima chuvoso favoreceu a umidade do solo em um momento essencial de frutificação das plantas. A expectativa para a safra atual é de uma produção de 42,7 mil toneladas, 6% a mais que no ano passado.
A área plantada parou de diminuir e tem aumentado sutilmente pelo segundo ano consecutivo, alcançando 25,5 hectares. Os preços para o produtor estão atrativos, chegando a R$ 1.975,26 por saca de 60 kg nos últimos dias, mais que o dobro no mesmo período do ano passado.
Outras culturas
Dos 399 municípios paranaenses, 328 plantam tomate e a primeira safra da cultura permanece estável em todos eles. Com uma evolução rápida, 94% da cultura já foi plantada e 43% foi colhida. A produção segue dentro do previsto de 170,9 mil toneladas.
A colheita da cebola aumentou em 33% nos últimos 24 dias, favorecida pelo clima. Segundo o Deral, 72% da área foi colhida e 88% é de boa qualidade. Além disso, 63% da safra está em maturação, 33% em frutificação e 3% ainda em desenvolvimento.
A mandioca, que é uma cultura com um ciclo mais longo em relação às outras culturas, tem tido boa produtividade apesar da seca do primeiro semestre. A expectativa é de 3,7 milhões de toneladas, 4% a mais que na última safra. Apesar dos preços ruins em praticamente metade do ano, próximos do custo, atualmente as cotações dispararam e superam R$ 700, estimulando um aumento de área para 2025.
Também com um ciclo mais longo, a cana-de-açúcar segue com uma boa produção estimada, de 35,8 milhões de toneladas, 2% a menos que o ano passado, mas considerada alta pelo Deral, considerando o longo período de estiagem.
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